Brasil apoia integralmente soberania do Panamá sobre o Canal, diz Lula
Presidente cumpriu primeira agenda internacional de 2026 e firmou acordo com o país da América Central
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (28) que o Brasil apoia integralmente a soberania do governo panamenho sobre o Canal do Panamá. A fala foi feita em discurso de encerramento da viagem oficial ao país.
Ele também defendeu a neutralidade do Canal, ressaltando que isso propicia um comércio internacional justo, equilibrado e baseado nas normas internacionais.
"Encaminhei ao Congresso Nacional brasileiro a proposta de adesão formal ao protocolo de neutralidade do Canal", comentou.
Lula também elogiou a gestão do Canal do Panamá e destacou o avanço tecnológico da estrutura ao longo dos anos, ressaltando que ela é "referência em governança climática".
"Há quase três décadas, o Panamá administra de forma eficiente, segura e não-discriminatória essa via fundamental para a economia mundial", adicionou.
Lula defende integração e contato presencial entre políticos
O presidente Lula também defendeu maior integração entre os países da região, destacando que isso gera benefícios econômicos "para todos". Ressaltou também que o Brasil está disposto a importar mais produtos do Panamá.
Ele comentou que foi assinado nesta quarta um instrumento de cooperação em turismo e gestão portuária entre os dois países e que avançaram nas tratativas sobre um acordo de preferências tarifárias que querem firmar em relação à adesão do Panamá como Estado associado do Mercosul.
"Aumentar o comércio intrarregional fortalece cadeias produtivas e nos torna mais resilientes a choques externos", avaliou, adicionando que desafios "comuns" ao países da região, como o combate ao crime organizado transnacional, só podem ser enfrentados em cooperação internacional.
Em outro momento da fala, Lula voltou a apoiar o contato presencial entre políticos: "Relação política, o aperto de mão, o abraço, o olhar no olho vale mais do que 800 'zaps'. Vale mais do que milhares de e-mails".


