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    Brasil condena ataque de Israel a escola da ONU em Gaza

    Em nota, Itamaraty expressou "absoluto repúdio" e pediu cessar-fogo imediato

    Escola da ONU é atacada em Gaza
    Escola da ONU é atacada em Gaza shraf Amra/Anadolu via Getty Images

    Gabriela Boechatda CNN*

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil condenou o ataque israelense contra uma escola administrada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em um campo de refugiados na Faixa de Gaza.

    Em nota publicada na quinta-feira (6), a pasta expressou “absoluto repúdio”, reforçou apoio aos refugiados palestinos e pediu cessar-fogo imediato.

    “O governo brasileiro reitera que ataques a populações e infraestruturas civis, em descumprimento aos princípios da distinção e proporcionalidade, constituem graves violações do direito internacional humanitário. Não há justificativa para ataques militares contra instalações da ONU. Da mesma forma, áreas densamente povoadas devem ser poupadas”, diz o comunicado.

    De acordo com o Itamaraty, desde o início da ofensiva israelense, foram registrados mais de 430 ataques às instalações da agência de refugiados das Nações Unidas para os palestinos na Faixa de Gaza.

    No ataque da quinta-feira, ao menos 40 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas.

    Israel admitiu ter realizado o ataque e alegou que tinha como alvo mais de 20 combatentes do Hamas e da Jihad Islâmica que estariam no local. A escola, que abrigava cerca de 20 mil pessoas, foi atingida por pelo menos três mísseis.

    O governo israelense já acusou funcionários da escola da ONU de participação nos primeiros ataques do Hamas, feitos em outubro de 2023. Porém, em investigação independente realizada a pedido da organização, Tel Aviv não apresentou provas das acusações.

    A ofensiva israelense se dá em momento de negociação para um cessar-fogo que implicaria a libertação de reféns capturados pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel.

    *sob supervisão de Brenda Silva