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    Brasil indica Thelma Krug para presidir órgão da ONU sobre mudanças climáticas

    Graduada em matemática pela Roosevelt University, em Chicago e com doutorado em estatística espacial pela University of Sheffield, na Inglaterra ela fez carreira como pesquisadora titular no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

    A pesquisadora Thelma Krug
    A pesquisadora Thelma Krug Reprodução

    Leonardo Ribbeiroda CNN

    Em Brasília

    A pesquisadora Thelma Krug é a candidata do Brasil à presidência do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). A informação foi confirmada nesta segunda-feira (10) em nota conjunta assinada por cinco pastas do governo federal.

    Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o painel é responsável por fazer avaliações científicas sobre mudanças do clima, suas implicações e possíveis riscos futuros. Esses estudos servem de orientação para 195 países e são usados sobretudo em negociações internacionais.

    “A candidatura de uma cientista de renome reflete a prioridade que o governo brasileiro confere aos esforços globais para combater a mudança do clima, tanto em adaptação como em mitigação, do que também é exemplo a candidatura da cidade de Belém, no Pará, para sediar a COP 30, em 2025”, diz a nota.

    A eleição ocorrerá durante a 59ª Sessão Plenária do IPCC, no Quênia, de 24 a 28 de julho. Caso seja eleita, Thelma Krug terá mandato de cinco anos. E será a primeira mulher a presidir o painel. Também seria a primeira vez que representante da América Latina ocuparia a presidência do órgão.

    Histórico

    Graduada em matemática pela Roosevelt University, em Chicago e com doutorado em estatística espacial pela University of Sheffield, na Inglaterra, Thelma Krug fez carreira como pesquisadora titular no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

    Entre 2001 e 2003 foi secretária no Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Nos anos seguintes atuou no Ministério do Meio Ambiente (MMA)

    No painel da ONU sobre mudanças climáticas, copresidiu o grupo por dois ciclos de avaliação, além da força-tarefa sobre Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa.