Brasil não terá candidato para comando da ONU e avalia apoio a Bachelet

Fonte próxima a Lula disse à CNN que governo não apresentará nome para secretário-geral, e tende a apoiar ex-presidente chilena

Débora Bergamasco e Luciana Taddeo, da CNN, em Brasília e Buenos Aires
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O Brasil não apresentará um candidato próprio para a próxima eleição de secretário-geral da ONU e tende a apoiar a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet para ocupar o cargo.

A CNN apurou com um auxiliar próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que o governo brasileiro tem uma “inclinação forte” a respaldar a candidatura de Bachelet, anunciada nesta semana pelo presidente chileno, Gabriel Boric.

A decisão sobre o apoio, no entanto, não foi definida e dependerá da análise do quadro completo de candidatos para o posto, segundo a fonte.

Em discurso em abril, Lula manifestou o desejo de que a próxima secretária-geral seja uma mulher latino-americana.

Na ocasião, ele afirmou que a Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e do Caribe) pode “contribuir para resgatar a credibilidade da ONU elegendo a primeira mulher secretária-geral da organização”.

Boric anunciou a candidatura de Bachelet na última terça (23), em seu discurso na Assembleia Geral da ONU. A convocação das candidaturas para o comando da organização será em dezembro. Entre janeiro e fevereiro, os nomes serão formalmente apresentados.

Duas vezes presidente do Chile (2006-2010 e 2014-2018), Bachelet foi a primeira subsecretária-geral e diretora-executiva da ONU Mulheres, entre 2010 e 2013, e atuou como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, entre 2018 e 2022.