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    Brasileira desaparecida pode estar entre reféns do Hamas, dizem fontes

    Karla Stelzer Mendes foi vista pela última vez em festival de música alvo do ataques do grupo radical islâmico

    Casas destruídas por ataque realizado por Israel em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza
    Casas destruídas por ataque realizado por Israel em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza 11/10/2023 REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

    Basília Rodrigues

    A diplomacia brasileira trabalha com a hipótese de que a brasileira Karla Stelzer Mendes, 41 anos, seja uma das reféns do Hamas. A carioca foi vista pela última na festa rave que foi alvo de um dos ataques promovidos pelo grupo radical islâmico no último sábado.

    O Itamaraty registrou o desaparecimento de três brasileiros desde então. Dois tiveram a morte confirmada na terça-feira (10): Ranani Glazer e Bruna Valeanu. Karla ainda não foi localizada.

    Vídeo: Hamas diz que executará reféns em caso de ataques contra civis na Faixa de Gaza

    De acordo com fontes do Ministério de Relações Exteriores, como não há informações sobre outros brasileiros desaparecidos em Israel, a chance de a carioca estar entre os reféns não pode ser descartada.

    “Estamos atrás de duas informações, portanto. Primeiro, saber se é a Karla. E se não for, tomaremos conhecimento de que outros brasileiros estão desaparecidos”, afirmou à CNN uma fonte da diplomacia brasileira em contato direto com os grupos que estão sendo repatriados.

    O alerta sobre a possibilidade de ter brasileiro entre os reféns do Hamas aumentou após declaração do porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Jonathan Conricus.

    “Dezenas de israelenses foram capturados pelo Hamas e estão em Gaza, muitos deles com dupla nacionalidade. Então, isso não é problema apenas de Israel, é algo que preocupa diversos países do mundo. Nós temos americanos, ingleses, franceses, alemães, italianos, brasileiros, argentinos e mais”, disse Conricus em vídeo publicado nas redes sociais.

    O ministério das Relações Exteriores reconhece a dimensão do que foi publicado pelo porta-voz das Forças de Defesa de Israel. Reforça, no entanto, que ainda não tem elementos suficientes para confirmar a informação.

    O governo brasileiro aguarda, por exemplo, mais detalhes de como foi feita a validação da lista para comprovar a nacionalidade dos reféns.