Busca do Talibã por aliados do antigo regime se intensifica, diz relatório

'Eles estão conduzindo visitas de porta em porta para prender alvos', afirma documento enviado à ONU

Zabihullah Mujahid (C), porta-voz do Talibã, em entrevista coletiva em Cabul
Zabihullah Mujahid (C), porta-voz do Talibã, em entrevista coletiva em Cabul Foto: Rahmat Gul - 17.ago.2021/AP

Tim Lister, da CNN, na Espanha

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O “Talibã está intensificando a caça a todos os colaboradores do antigo regime”, diz um relatório de avaliação de ameaças preparado para a Organização das Nações Unidas (ONU) pela organização Centro Norueguês para Análises Globais, publicado em 18 de agosto.

A CNN obteve uma cópia do breve relatório que detalha as crescentes preocupações dos parceiros do antigo regime.

“Se não tiverem sucesso, [eles] alvejam e prendem as famílias e as punem de acordo com sua própria interpretação da lei Sharia. Particularmente em risco estão indivíduos em posições centrais nas unidades militares, policiais e investigativas”, diz um trecho.

“Há vários relatos de que o Talibã está ampliando listas de indivíduos, números de telefone e familiares de indivíduos que se acredita terem colaborado com as forças aliadas”, acrescentam. “Eles estão conduzindo visitas de porta em porta de indivíduos ou familiares em listas para prender alvos”.

O relatório também inclui um documento que parece ter sido redigido pela Comissão Militar do grupo extremista a um oficial de segurança do antigo governo que, segundo ele, tinha “excelentes relações com os americanos e britânicos”.

O suposto documento do Talibã, datado de 16 de agosto, dizia que o oficial de segurança do ex-governo deve se apresentar à Comissão Militar. Não fazer isso significaria que “seus familiares serão presos, e você é responsável por isso”, disse o documento.

A CNN não foi capaz de verificar de forma independente a extensão da busca do Talibã por membros dos serviços de segurança do antigo governo, nem quantos podem ter sido presos.

Essa matéria foi traduzida. Leia a original.

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