Caio Coppolla: governo Biden não pretende responsabilizar a China pela crise

O comentarista comenta a volta dos Estados Unidos à Organização Mundial da Saúde (OMS)

da CNN, em São Paulo

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Logo nas primeiras horas como presidente dos Estados Unidos, Joe Biden indicou alguns caminhos políticos de seu governo e assinou pelo menos 15 decretos, incluindo o retorno do país ao Acordo de Paris e à Organização Mundial da Saúde (OMS).

No quadro Liberdade de Opinião do Visão CNN desta quinta-feira (21), o comentarista Caio Coppolla avaliou como as primeiras ações de Biden indicam um novo caminho para a política dos Estados Unidos.

“Os americanos são os maiores contribuintes para esse órgão multilateral, e, com razão, a gestão anterior da Casa Branca avaliou que o órgão cometeu erros gravíssimos de orientação no início da pandemia e atuou de forma tendenciosa em prol da China, o país em que se deu o surto inicial da pandemia”, disse o comentarista.

“Que censurou, perseguiu e prendeu médicos e jornalistas envolvidos na descoberta do novo vírus, que omitiu do mundo por meses a gravidade da situação, realizou lockdown doméstico sem restringir voos internacionais, entre outras medidas questionáveis do regime chinês e que podem ter acarretado a perda de centenas de milhares de vidas, sem falar nas consequências econômicas. O retorno dos Estados Unidos à OMS sinaliza uma tolerância da gestão Biden com o viés e as omissões da organização, e também indica, de certa forma, que essa nova Casa Branca não pretende responsabilizar a China pelas suas faltas e violações humanitárias na crise”, completou Caio.

O Liberdade de Opinião tem a participação de Caio Coppolla e Rita Lisauskas. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

 Caio Coppolla no quadro Liberdade de Opinião

Caio Coppolla no quadro Liberdade de Opinião
Foto: CNN (21.jan.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

(Publicado por Daniel Fernandes) 

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