Casa Branca confirma ida de Trump à cúpula do G7 na França em junho
Presidente dos EUA apresentará pautas sobre vincular ajuda ao comércio e reduzir dependência de minerais chineses

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará da reunião de líderes do G7 na França em junho para falar sobre inteligência artificial, comércio e combate ao crime, informou a Casa Branca na terça-feira (19).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também deve comparecer ao evento.
Trump quer falar sobre vincular a ajuda americana ao comércio, promover a adoção de ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas nos EUA e reduzir o controle da China sobre as cadeias de suprimento de minerais críticos, entre outros tópicos, informou o site de notícias Axios.
A França é a anfitriã do G7 deste ano, com uma cúpula de líderes na estância à beira do lago de Evian-les-Bains, aos pés dos Alpes franceses, programada para 15 a 17 de junho.
O relacionamento de Trump com muitos membros do G7 tem se tornado cada vez mais tenso devido à guerra contra o Irã, entre outras questões.
O que é o G7?
O G7 é a abreviação de Grupo dos Sete, uma organização informal de líderes de algumas das maiores economias do mundo: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
A Rússia foi suspensa indefinidamente do grupo, que na época era conhecido como G8, em 2014 depois que a maioria dos países-membros se aliou contra a anexação da Crimeia. Foi a primeira violação das fronteiras de um país europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
O que o grupo faz?
Os membros do G7 se reúnem anualmente em uma cúpula para discutir questões urgentes no cenário global e coordenar políticas. A segurança internacional e a economia global são frequentemente tópicos de discussão. Ao contrário das organizações internacionais formais, o grupo não possui qualquer estrutura administrativa permanente.
O país-sede, que troca a cada ano, é responsável por organizar o encontro e por propor a pauta a ser discutida. Além da cúpula do G7, há uma série de encontros de funcionários do primeiro escalão e do corpo diplomático dos Estados envolvidos.
Qual é o poder do G7?
O G7 é principalmente um local de coordenação, e o grupo produziu decisões de importância global. Ao final de cada cúpula, os países assinam um comunicado em que afirmam os compromissos políticos adotados para o próximo ciclo. O objetivo é que as decisões tenham influência na governança global em diversos outros colegiados e organismos internacionais.
Qual é a história do G7?
As reuniões começaram como o “Grupo das Bibliotecas”, fundado na década de 1970 pelo então Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, George Shultz.
Ministros das finanças dos Estados Unidos, da França, da Alemanha e do Reino Unido se reuniam para “conversas informais” para tentar estabilizar a turbulência cambial.
O Japão aderiu logo depois, e em 1975, com dois dos participantes originais – França e Alemanha – enviando seus presidentes, os encontros tornaram-se reuniões de chefes de Estado e de governo. Canadá e Itália logo se juntaram e a cúpula ficou conhecida como o Grupo dos Sete.
O último país a entrar no grupo foi a Rússia, em 1997. Ainda assim, em 2014, o Kremlin foi expulso do encontro após a anexação da Crimeia, que é oficialmente reconhecida como território ucraniano pela maioria das nações da comunidade internacional.
Segundo comunicado divulgado neste ano pela Itália, o G7 "é um grupo unido por valores e princípios comuns, e desempenha um papel inestimável na arena internacional para promover a liberdade, a democracia e os direitos humanos".


