Caso Epstein: Juiz rejeita processo de Trump contra Wall Street Journal
Jornal havia publicado que o nome de Trump estava em um cartão de aniversário de 2003 para o falecido financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein; presidente nega

Um juiz dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (13) um processo de difamação movido pelo presidente Donald Trump contra o Wall Street Journal. Ainda assim, o magistrado disse que o republicano poderia reapresentar a ação.
O processo foi aberto por causa de uma reportagem que afirmava que o nome de Trump estava em um cartão de aniversário de 2003 para o falecido financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein.
O juiz distrital Darrin Gayles, de Miami, disse que Trump não cumpriu um padrão que as figuras públicas devem cumprir em casos de difamação.
O chamado padrão de "malícia real" significa que essas figuras públicas, como o presidente, devem provar não apenas que uma declaração pública sobre elas era falsa, mas também que o meio de comunicação ou a pessoa que fez a declaração sabia ou deveria saber que era falsa.
"Essa reclamação não chega nem perto desse padrão. Muito pelo contrário", escreveu Gayles.
O juiz pontuou que os repórteres do Journal entraram em contato com Trump para dar a ele a chance de comentar o assunto com antecedência e publicaram sua negativa.
Isso permitiu que os leitores decidissem o que concluir, contrariando a afirmação do presidente de que o jornal agiu com malícia real, ponderou o magistrado.
Gayles afirmou que o republicano poderia apresentar uma versão alterada do processo até 27 de abril.
Nem os advogados de Trump no caso, nem a Casa Branca responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
Trump pediu US$ 10 bilhões em indenização
No processo, Trump chamou a suposta saudação de aniversário de "falsa" e pediu US$ 10 bilhões pelo que ele chamou de danos à sua reputação. A Dow Jones, da News Corp , controladora do Journal, defendeu a precisão de seu artigo de 17 de julho de 2025.
A ação judicial foi uma das várias que o presidente moveu durante seu mandato contra grandes veículos de comunicação por causa de reportagens que ele caracterizou como injustas ou falsas.
Isso gerou preocupação entre os democratas e os defensores da liberdade de imprensa de que o presidente dos EUA está tentando usar casos de difamação para reprimir a cobertura crítica.
Ao pedir a Gayles que rejeitasse o caso em setembro, os advogados do Journal e de seu proprietário bilionário Rupert Murdoch escreveram que o processo ameaçava reprimir o discurso daqueles que publicam conteúdo que não agrada a Trump.
Nem a News Corp nem a Dow Jones responderam imediatamente aos pedidos de comentários.


