Caso Epstein: Vítima disse ao FBI que ex do magnata a apresentou para Trump

Segundo relato divulgado nesta sexta (30), Ghislaine Maxwell sugeriu que a jovem estaria "disponível" para o presidente americano

Marshall Cohen, da CNN
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Uma das vítimas de Jeffrey Epstein relatou ao FBI que a ex-namorada do financista, Ghislaine Maxwell, a "apresentou" ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma festa e sugeriu que ela estava "disponível".

A informação foi divulgada por um memorando interno do FBI nesta sexta-feira (30).

De acordo com o FBI, a testemunha afirmou que, no fim das contas , “nada aconteceu” entre ela e Trump, que nunca foi acusado pelos investigadores de envolvimento nos crimes de Epstein ou de Maxwell.

A vítima disse que Maxwell a levou a uma festa em Nova York quando ela tinha cerca de 22 anos e que “parecia muito animada com a possibilidade de a vítima conhecer muitos homens importantes”, de acordo com as anotações da entrevista.

A jovem acrescentou que, durante a festa, Maxwell a “apresentou a Trump” e fez um resumo de suas conquistas, “como um currículo”.

O memorando dizia que Trump convidou a mulher para seu clube Mar-a-Lago, na Flórida. Posteriormente, ela fez um tour pelo local com o futuro presidente, Maxwell e Epstein — e “pelo que Maxwell disse, ficou claro que [ela] estava disponível”, dizia o memorando.

Segundo o memorando do FBI, Maxwell disse coisas como: "Acho que ele gosta de você. Que sorte a sua!", e também incentivou a vítima a usar roupas que ela achava que Trump gostaria.

“A situação foi muito parecida com a forma como Maxwell a apresentou a Epstein”, dizia o memorando.

Memorandos do FBI como esses, conhecidos como 302, registram dicas e alegações de testemunhas, mas normalmente não contêm informações sobre se o FBI conseguiu confirmar as informações.

Em resposta a perguntas sobre o memorando do FBI, a Casa Branca encaminhou a CNN a uma declaração do Departamento de Justiça que afirmava que os milhões de documentos no lote de arquivos de Epstein divulgado nesta sexta-feira (30) “podem incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou submetidos de forma fraudulenta”, porque “tudo o que foi enviado ao FBI pelo público” foi incluído na divulgação pública.

Trump negou anteriormente qualquer irregularidade em relação ao caso Epstein.