Casos de Covid-19 na África do Sul quase quadruplicam em três dias

Variante Ômicron já é responsável pela maioria das novas infecções no país

Duarte Mendoncada CNN

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Os casos de Covid-19 na África do Sul quase quadruplicaram nos últimos três dias, ressaltando as preocupações de especilistas sobre o quão contagiosa a nova variante do coronavírus Ômicron pode ser.

Nesta sexta-feira (3), a África do Sul registrou 16.055 novos casos de Covid-19, comparado com os 4.373 relatados na terça-feira (30/12).

Com isso, mais de 3 milhões de sul-africanos já foram infectados desde o ínicio da pandemia, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD) do país.

Na quinta-feira (2), o NICD também informou que alguns dos novos casos eram de pessoas que já pegaram Covid-19, mas foram infectadas novamente com a variante Ômicron.

“A infecção anterior costumava proteger contra a Delta, mas agora com o Ômicron esse não parece ser o caso”, disse a professora Anne von Gottberg, microbiologista do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis do país, durante entrevista coletiva nesta semana.

Dados da África do Sul, no entanto, mostram que as reinfecções podem ser menos graves, disse o professor Gottberg.

“Acreditamos que a doença será menos severa”, disse Gottberg. “E é isso que estamos tentando monitorar com muito cuidado. E o mesmo acontecerá com aqueles que são vacinados”, acrescentou ela, destacando que os imunizantes continuarão a ajudar a prevenir doenças graves e internações hospitalares à medida que os casos continuam em alta.

O número de mortes está mais estável em comparação, com 25 novas mortes relacionadas ao Covid-19 relatadas na última atualização, disse o NICD.

Enquanto apenas um número limitado de casos confirmados de coronavírus no país estão sendo sequenciados, dos 249 casos analisados em novembro, 183 foram confirmados como sendo da variante Ômicron – equivalente a 73% dos casos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que vai enviar uma equipe de emergência para a província de Gauteng, no nordeste do país, considerada o atual epicentro do surto da nova cepa, para ajudar na vigilância, sequenciamento e rastreamento de contatos.

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