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    Cazaquistão detém ex-chefe de segurança sob suspeita de traição diante de protestos

    Karim Massimov foi demitido do cargo na última semana; país asiático enfrenta pior revolta popular em 30 anos

    Karim Massimov já foi primeiro-ministro do país e foi demitido do Comitê de Segurança Nacional na semana passada
    Karim Massimov já foi primeiro-ministro do país e foi demitido do Comitê de Segurança Nacional na semana passada How Foo Yeen/Getty Images

    Olzhas AuyezovTamara Vaalda Reuters

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    Autoridades do Cazaquistão detiveram o ex-chefe do Comitê de Segurança Nacional do país sob suspeita de traição, informou o governo no sábado, enquanto a ex-república soviética sofre com a sua pior revolta popular em 30 anos.

    Karim Massimov foi demitido do poderoso órgão de inteligência nesta semana, em meio aos protestos que ocorrem em todo o país. O ex-chefe de segurança foi detido juntamente com vários outros oficiais, segundo o comitê, que não informou nomes nem forneceu mais detalhes.

    A Reuters não conseguiu entrar em contato imediatamente com Massimov, que foi duas vezes primeiro-ministro e trabalhou em forte colaboração com o ex-presidente Nursultan Nazarbayev, governante do país por três décadas, até que ele entregou a presidência a Kassym-Jomart Tokayev em 2019.

    Dezenas de pessoas morreram e diversos prédios públicos foram saqueados e incendiados em todo o Cazaquistão na semana passada devido a uma grande sequência de protestos violentos no país da Ásia Central, que é um grande produtor de petróleo e urânio. É a pior revolta popular desde que o país se tornou independente no início da década de 1990, com o colapso da União Soviética.

    As manifestações começaram como uma resposta a um aumento no preço do combustível, mas se transformaram em um amplo movimento contra o governo de Tokayev, apoiado pela Rússia, e Nazarbayev, cuja família é suspeita de ter mantido influência em Nur-Sultan, a capital construída que leva seu nome.

    Após vários dias de violência, as forças de segurança parecem ter retomado o controle das ruas da principal cidade do Cazaquistão, Almaty. O presidente Tokayev disse que ordenou que suas tropas atirem para matar para acabar com a revolta em todo o país.

    O Ministério do Interior disse que mais de 4.400 pessoas foram detidas desde o início dos distúrbios.

    Uma aliança militar liderada pela Rússia foi mobilizada no Cazaquistão em um gesto de apoio a Tokayev. O movimento acontece diante de um momento de alta tensão nas relações entre o oriente e o ocidente, em que Rússia e Estados Unidos se preparam para negociações sobre a crise na Ucrânia na próxima semana.

    Moscou deslocou um grande número de tropas perto de sua fronteira com a Ucrânia, embora negue as acusações americanas de que esteja planejando invadir o país vizinho.

    Em uma reunião com funcionários de alto escalão no sábado, Tokayev disse que a implementação do bloco militar liderado pela Rússia, conhecido como Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO), em Nur-Sultan, permitiu que as forças de segurança do Cazaquistão fossem deslocadas para conter os protestos em Almaty.

    O porta-voz de Nazarbayev disse no sábado que o ex-presidente estava em contato com Tokayev em Nur-Sultan, e que recebeu ligações de chefes de nações amigas do Cazaquistão.

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