
Cerco de Israel à Faixa de Gaza gera onda de fome generalizada
Entidades acusam governo de Benjamin Netanyahu de impedir distribuição de ajuda humanitária no enclave palestino
O cerco de Israel à Faixa de Gaza gerou uma crise de fome generalizada no território palestino.
Tedros adhanom, o diretor-geral da OMS, afirmou nesta quarta-feira (23) que os centros de distribuição de comida de gaza se tornaram locais de violência e afirmou que a culpa pela fome generalizada no território palestino é do bloqueio de Israel à entrada de ajuda humanitária.
Mais cedo, o exército de Israel matou 34 pessoas que se aproximavam de um posto de distribuição de comida, segundo as autoridades palestinas.
Nesta quarta-feira, uma rede de mais de cem entidades humanitárias fez um apelo para que Israel interrompa o bloqueio.
De ontem para hoje, 15 pessoas morreram de fome no enclave palestino, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
A crise atinge, inclusive, funcionários da ONU e jornalistas que atuam cobrindo o conflito entre Israel e o Hamas.
A ministra de Ciência e Tecnologia de Israel, Gila Gamliel, publicou nesta quarta-feira um vídeo gerado por inteligência artificial em que retoma a proposta de migração voluntária dos palestinos na Faixa de Gaza. As imagens mostram o que seria a riviera do Oriente Médio idealizada pelo presidente americano, Donald Trump e conclui: “somos nós ou eles”.
A situação se agrava justamente num momento em que os israelenses reforçam o avanço sobre o outro território palestino: a Cisjordânia.
O parlamento de Israel aprovou uma moção favorável à anexação de todo o território à leste de Israel. O projeto não tem poder de lei, mas reforça o coro de colonos que pretendem expulsar os palestinos da região.
A autoridade palestina -- que governa partes da Cisjordânia -- condenou o projeto dizendo que a proposta viola o direito internacional e ignora qualquer caminho na direção de uma solução de dois estados.


