CFO de Trump se apresenta à promotoria após ser indiciado por crimes fiscais

Allen Weisselberg é diretor financeiro da Trump Organization; executivo trabalha para o ex-presidente Donald Trump desde 1973

Trump Tower, sede das empresas de Donald Trump, em Nova York
Trump Tower, sede das empresas de Donald Trump, em Nova York Foto: Spencer Platt/Getty Images

Erica Orden, CNN

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O diretor financeiro da Trump Organization, Allen Weisselberg, se apresentou ao gabinete do procurador do distrito de Manhattan nesta quinta-feira (1º), antes das acusações criminais contra ele e a empresa em conexão com supostos crimes fiscais, disse seu advogado à CNN.

Weisselberg deve ser denunciado ainda nesta quinta-feira em um tribunal de Manhattan.

Um grande júri de Manhattan abriu as acusações nesta quarta-feira (30), de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, mas não ficou claro quantas acusações existem contra ele. 

Embora o ex-presidente Donald Trump tenha enfrentado várias investigações de promotores federais e estaduais durante sua administração, a acusação do promotor distrital seria a primeira a envolver sua empresa, a Trump Organization, por conduta que ocorreu quando ele a liderou. O próprio Trump não deve ser acusado, disse seu advogado.

A acusação da Trump Organization é o fruto de mais de dois anos de investigação pelo promotor distrital, Cyrus Vance Jr. A investigação que começou com perguntas sobre práticas contábeis vinculadas a pagamentos secretos feitos pelo ex-advogado de Trump Michael Cohen – o que levou a uma briga na Suprema Corte por causa de uma intimação para os documentos fiscais de Trump.

É raro, de acordo com advogados especializados em casos de evasão fiscal, que promotores ajuizem acusações exclusivamente relacionadas a benefícios adicionais fornecidos por uma empresa e, nas últimas semanas, advogados da Trump Organization se reuniram com promotores no escritório de Vance, na esperança de persuadi-los não trazer o caso.

“É ultrajante. Não tem precedentes. Nunca aconteceu antes”, disse o advogado de Trump, Ron Fischetti, na semana passada, a respeito de uma empresa que está sendo indiciada por não pagamento de impostos sobre benefícios.

Ao longo da investigação, os promotores examinaram uma ampla gama de possíveis violações, incluindo se a empresa imobiliária enganou credores e seguradoras ou cometeu fraude fiscal, até mesmo adicionando um promotor especial, Mark Pomerantz, para ajudar na investigação extensa. Mas, nos últimos meses, o foco se restringiu aos impostos sobre benefícios.

Ex-presidente dos EUA Donald Trump durante conferência em Orlando
Ex-presidente dos EUA Donald Trump durante conferência em Orlando
Foto: Joe Skipper/Reuters (28.fev.2021)

Em particular, ele se concentrou em Weisselberg, um importante executivo da empresa que trabalha para Trump desde 1973.

Evidências sobre Weisselberg

No início do ano passado, os promotores reuniram evidências sobre Weisselberg com a cooperação de sua ex-nora, Jennifer Weisselberg. Nos meses desde que começou a falar com as autoridades, ela entregou caixas de registros financeiros e se reuniu com os investigadores várias vezes, disse seu advogado à CNN.

Documentos do divórcio de Jennifer Weisselberg com Barry, filho de Allen Weisselberg, mostram milhares de dólares em pagamentos de carros, aluguel, mensalidades, contas médicas e muito mais indo de Allen Weisselberg para a família de seu filho.

Uma acusação contra Weisselberg intensificaria a pressão para que ele coopere com os promotores em sua ampla investigação sobre Trump, a empresa e seus executivos, resultado que os promotores vêm buscando há meses, mas que seus advogados disseram às autoridades que ele rejeitou.

(Esse texto é uma tradução. Para ler o original, em inglês, clique aqui)

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