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    Charles III vai trabalhar para manter o reino unificado, afirma especialista

    Ricardo Sondermann avalia que o rei deve ser coroado apenas no ano que vem, respeitando todo o protocolo e preparativos para a cerimônia

    Vinícius TadeuJoão Pedro Malarda CNN

    em São Paulo

    O rei Charles III deve trabalhar para manter os 15 países onde ele é chefe de Estado unidos após a morte de sua mãe, afirma Ricardo Sondermann, chairman da Churchill Society e secretário de Relações Internacionais de Porto Alegre.

    Pelas regras da família real, Charles passou a assumir as funções da rainha Elizabeth II, atuando tanto como chefe da Igreja Anglicana quanto como membro principal da Comunidade de Nações (Commonwealth, em inglês).

    “Muito provavelmente ele vai visitar todos os países em que é rei, como Canadá, Austrália, Nova Zelândia, até porque alguns deles querem deixar de ter a figura do rei como chefe de Estado. Vai trabalhar para manter o reino unificado”, avaliou Sondermann em entrevista à CNN neste domingo (11).

    Ele ressalta que “a monarquia britânica é cheia de simbolismos e rituais, um deles por exemplo é a abertura do Parlamento. Todos os anos, quando iniciasse a sessão, o rei abre a sessão e para isso bate na porta do Parlamento e pede permissão para entrar”.

    Dentro desses simbolismos, o mais provável é que a coração de Charles III como rei ocorra apenas no ano que vem.

    “A coroação é um evento caro, exige uma segurança enorme. Reis, rainhas, presidentes são convidados, e precisam ter tempo para chegar, lugar para todas essas pessoas, tem um processo maior”, explica.

    Sondermann destaca ainda que o evento “tem que coincidir também com o verão europeu para que as pessoas possam ter mais facilidade para se deslocar. São coisas que tem que ser planejadas, e ele deve ser empossado entre junho a setembro do ano que vem, com o tempo melhor e com todas essas preparações logísticas e simbólicas construídas”.