Chefe da OMS pede fim de ataques após hospital de Gaza ser atingido

Bombardeio matou pelo menos 20 pessoas, incluindo quatro jornalistas, segundo autoridades palestinas

Emma Farge, da Reuters, Genebra
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O chefe da Organização Mundial da Saúde pediu na segunda-feira (25) que os ataques aos serviços de saúde parem, depois que as autoridades palestinas disseram que pelo menos 20 pessoas foram mortas em ataques israelenses a um hospital no sul de Gaza.

"Enquanto as pessoas em Gaza estão passando fome, seu já limitado acesso aos serviços de saúde está sendo ainda mais prejudicado por ataques repetidos", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no X. "Parem com os ataques aos serviços de saúde. Cessar-fogo agora!"

Segundo Adhanom, 50 pessoas também foram feridas nos ataques, incluindo pacientes em estado crítico que já estavam recebendo cuidados.

Jornalistas mortos em Gaza

Entre as vítimas dos ataques israelenses estão quatro jornalistas, incluindo um cinegrafista da agência de notícias Reuters, segundo autoridades de saúde palestinas.

O cinegrafista Hussam al-Masri, contratado da agência de notícias Reuters, foi morto no primeiro ataque contra o hospital, segundo as autoridades. O fotógrafo Hatem Khaled, também contratado da Reuters, ficou ferido em um segundo ataque ao hospital, disseram as autoridades.

Testemunhas relataram que a segunda ofensiva ocorreu depois que equipes de resgate, jornalistas e outras pessoas correram para o local do ataque inicial.
Mais de 240 jornalistas palestinos foram mortos por disparos israelenses em Gaza desde o início da guerra em 7 de outubro de 2023, segundo o Sindicato dos Jornalistas Palestinos.