Chefe de segurança do Irã pede aos países muçulmanos que apoiem Teerã
Ari Larijani alerta sobre futuro do mundo islâmico e chama EUA e Israel de inimigos

O principal funcionário de segurança do Irã pediu, nesta segunda-feira (16), que os países de maioria muçulmana reconsiderem sua postura em relação ao Irã em meio à guerra com os EUA e Israel.
Em uma carta escrita em árabe, Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, disse aos líderes dos outros países para “pensarem no futuro do mundo islâmico”.
“Hoje a confrontação é entre os Estados Unidos e Israel de um lado e as forças de resistência do outro”, disse Larijani. “Vocês sabem que os Estados Unidos não são leais a ninguém, e que Israel é um inimigo de vocês. Pausem por um momento e reflitam sobre vocês mesmos e sobre o futuro da região. O Irã é sincero em seu conselho a vocês e não busca dominá-los.”
Larijani afirmou que o Irã tem sido alvo do que ele descreveu como “agressão americano-sionista”, que, segundo ele, tinha como objetivo desmantelar o país. Larijani continuou criticando o que chamou de apoio limitado dos Estados de maioria muçulmana durante a crise.
Apesar dos ataques, Larijani alegou que o povo iraniano demonstrou o que ele chamou de forte resistência nacional e islâmica.
A carta foi enviada enquanto vários países muçulmanos, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, condenavam os ataques iranianos em seus territórios desde o início do conflito, há mais de duas semanas.
O Irã afirmou repetidamente que continuará atacando locais que diz estar ligados a bases regionais dos EUA.

