Chefe do Exército do Irã disse que vai defender país até o fim

Declaração de Amir Hatami acontece em meio a tensões entre Teerã e Washington e ameaças de ataque de Donald Trump

Da Reuters
Chefe do Exército do Irã, Amir Hatami.  • IRINN
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O comandante-em-chefe do exército iraniano, Amir Hatami, disse neste sábado (31) que as forças armadas estão prontas para defender a República Islâmica até o fim.

Autoridades clericais reprimiram duramente duas semanas de protestos em todo o país sobre uma crise econômica, alta da inflação e aumento do custo de vida.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou repetidamente seu apoio aos manifestantes, dizendo que os EUA estavam preparados para agir se o Irã continuasse a matar manifestantes.

Milhares de pessoas foram mortas pelas forças de segurança durante as manifestações e Trump pediu a Teerã para vir à mesa e negociar um acordo de contenção nuclear ou enfrentar um ataque "muito pior".

Autoridades dos EUA disseram na sexta-feira (30) que Trump estava revisando suas opções, mas não tinha decidido se atacaria o Irã.

A República Islâmica acusou os Estados Unidos e Israel de fomentar agitação interna e ameaçou retaliar se atacasse.

O regime alertou os aliados dos EUA no Oriente Médio que iria atacar bases dos EUA em seu solo, se Washington atacar o Irã novamente.

O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse à CNN da Turquia que 3.100 pessoas, incluindo 2.000 forças de segurança, foram mortas.

O grupo de direitos humanos norte-americano HRANA diz que pelo menos 6.563 pessoas, incluindo 6.170 manifestantes e 214 forças de segurança, foram mortas nos protestos.

Em resposta às ameaças de ação militar dos EUA, Araqchi disse que Teerã estava pronta para negociações ou guerra, e também pronta para se envolver com os países da região para promover a estabilidade e a paz.

Os EUA estão exigindo que o Irã reduza seu programa de mísseis se as duas nações para que as negociações sejam retomadas, mas o Irã rejeitou essa exigência.