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    Chilenos escolhem independentes para reescrever Constituição do país

    Coalizão governista não consegue garantir um terço dos assentos no organismo que redigirá nova Carta do país e terá dificuldade para impedir mudanças radicais

    Apuração de votos da eleição para formação de constituinte no Chile
    Apuração de votos da eleição para formação de constituinte no Chile Foto: Rodrigo Garrido - 16.mai.2021/Reuters

    A coalizão governista de centro-direita do Chile sofreu uma derrota na noite de domingo (16), quando foi incapaz de garantir um terço dos assentos no organismo que redigirá a nova Constituição do país.

    Com mais de 90% dos votos apurados, os candidatos apoiados pela coalizão Chile Vamos, do presidente Sebastián Piñera, só haviam obtido um quinto das vagas, enquanto os independentes estavam com a maioria.

    Novas propostas exigirão uma aprovação de dois terços dos membros da Constituinte, e sem um terço dos delegados o governo terá dificuldade para impedir mudanças radicais na Constituição a menos que consiga forjar novas alianças.

    O resultado e as derrotas dos candidatos governistas em eleições municipais e estaduais realizadas ao mesmo tempo são um mau sinal para Piñera e seus aliados nas eleições gerais e presidenciais de novembro.

    A votação para escolher 155 cidadãos para reescreverem a Constituição surgiu dos protestos intensos contra a desigualdade e o elitismo que irromperam em outubro de 2019.

    Muitos chilenos consideram que a Constituição atual, redigida durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), privilegia os grandes negócios em detrimento dos cidadãos comuns.

    Até recentemente, o governo tinha confiança de que seus candidatos conquistariam ao menos um terço das vagas.

    Piñera disse que seu governo e outros partidos políticos tradicionais deveriam ouvir o recado “alto e claro” de que não responderam adequadamente às necessidades dos cidadãos.

    A nova Constituinte chilena será a primeira do mundo a estipular um número aproximadamente igual de homens e mulheres como delegados.

    População terá que aprovar nova Carta

    Uma vez formado, o grupo de constituintes tem um prazo de nove a 12 meses para formular o texto que deverá substituir a atual Constituição.

    As alterações propostas deverão ser aprovadas por ao menos dois terços dos integrantes, número que, se não alcançado, anula a proposta e mantém a Carta atual.

    Uma vez finalizado, o texto aprovado deverá ainda passar pelo crivo dos chilenos, por meio de um referendo a ser realizado na sequência. Se aprovada, a nova Constituição entrará em vigor imediatamente. 

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