China acusa autoridades do Paraguai de agirem como "peões" de Taiwan

Governo chinês fez críticas após viagem do presidente paraguaio à ilha e anúncio de acordos de cooperação

Da CNN em Espanhol
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A China acusou as autoridades do Paraguai nesta terça-feira (12) de agirem como "peões das forças independentistas taiwanesas" após a recente visita à ilha do presidente paraguaio, Santiago Peña, que assinou diversos acordos bilaterais de cooperação.

Pequim "opõe-se firmemente e condena veementemente" as ações do Paraguai, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun.

O porta-voz afirmou que o estabelecimento de relações diplomáticas com a China serve aos "interesses fundamentais e de longo prazo" do governo paraguaio e disse que a administração federal está ignorando "a vontade do povo".

Ele também reiterou seu apelo para que o governo paraguaio "mude de rumo o mais rápido possível" e se coloque "do lado certo da história".

Além disso, o porta-voz acusou líderes paraguaios de "apoiarem abertamente" o presidente taiwanês William Lai, considerado por Pequim um "defensor da independência", e de servirem de bom grado às forças que favorecem a independência da ilha.

A CNN enviou um pedido de esclarecimentos ao governo paraguaio sobre os comentários da China e aguarda uma resposta.

Peña visitou Taiwan entre 7 e 10 de maio, liderando uma delegação de mais de quarenta empresários.

A viagem foi marcada por acordos sobre tecnologia avançada, segurança cibernética e inteligência artificial, incluindo a criação de um centro de computação de IA promovido conjuntamente pelos dois governos.

“Hoje, o Paraguai e Taiwan unem forças, aproveitando a liderança de Taiwan na produção de semicondutores e nosso potencial na geração de energia abundante e renovável”, declarou o presidente em um comunicado à imprensa, acrescentando que se trata de um acordo entre “duas nações irmãs”.

O Paraguai é o único país da América do Sul e um dos apenas 12 no mundo que mantém relações diplomáticas oficiais com Taiwan. Enquanto isso, a China intensificou sua pressão diplomática nos últimos anos para reduzir o número de aliados internacionais da ilha.

*Com informações da EFE