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    China diz que Dalai Lama deve “corrigir completamente” suas opiniões políticas

    Governo chinês considera líder religioso como um separatista tibetano

    Líder espiritual Dalai Lama em Mumbai, Índia
    Líder espiritual Dalai Lama em Mumbai, Índia 18/09/2014REUTERS/Danish Siddiqui

    Liz Leeda Reuters Pequim

    O Ministério das Relações Exteriores da China disse nesta quinta-feira (20) que o líder espiritual exilado Dalai Lama deve “corrigir completamente” suas opiniões políticas como condição para retomar o contato com o governo da China.

    O diálogo formal entre a China e o Dalai Lama, que fugiu para a Índia em 1959 após uma revolta tibetana fracassada contra o domínio chinês, e seus representantes está paralisado desde 2010.

    “Com relação ao contato e às negociações entre o governo central da China e o 14º Dalai Lama, nossa política tem sido consistente e clara”, disse Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

    “A chave é que o 14º Dalai Lama deve fundamentalmente refletir e corrigir completamente suas opiniões políticas”, disse Lin em uma coletiva de imprensa do ministério.

    O Dalai Lama deixou o cargo em 2011 como líder político do governo tibetano no exílio, que Pequim não reconhece e considera uma violação da constituição chinesa.

    No entanto, a China continua se irritando com qualquer interação que ele tenha com autoridades de outros países, incluindo ex-presidentes dos Estados Unidos, embora o Dalai Lama diga que não está buscando a independência do Tibete.

    O homem de 88 anos, que a China vê como um perigoso separatista com vestes de monge, continua sendo o líder espiritual do povo tibetano.

    Parlamentares dos EUA estão atualmente pedindo ao presidente Joe Biden que assine um projeto de lei com o objetivo de pressionar a China a garantir um acordo negociado e pacífico sobre o Tibete.

    Um grupo de parlamentares norte-americanos, que se encontrou com o Dalai Lama na Índia na quarta-feira, disse que não permitirá que a China influencie a escolha de seu sucessor.

    Embora Washington reconheça o Tibete como parte da China, o projeto de lei parece questionar essa posição, dizem os analistas.

    “Pedimos aos Estados Unidos que reconheçam plenamente a importância e a sensibilidade das questões relacionadas ao Tibete e respeitem sinceramente os interesses centrais da China”, disse Lin.