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    China realiza exercícios militares “de ataque” em torno de Taiwan

    Chineses dizem ser resposta à provocação vinda da ilha e dos Estados Unidos

    da Reuters

    As Forças Armadas da China disseram ter conduzido “exercícios de ataque” no mar e no espaço aéreo ao redor de Taiwan neste domingo (25) em resposta ao que afirmam ser uma provocação vinda da ilha governada democraticamente e dos Estados Unidos.

    Taiwan, que a China reivindica como seu próprio território, disse que os exercícios mostram que Pequim está destruindo a paz regional e tentando intimidar o povo taiwanês.

    A China organizou jogos de guerra em torno de Taiwan em agosto, após uma visita a Taipé da então presidente da Câmara dos Deputados dos EUA Nancy Pelosi.

    No sábado, a China condenou os EUA por uma nova lei de autorização de defesa que aumenta a assistência militar a Taiwan.

    Em breve comunicado, o Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular da China disse que realizou “patrulhas de prontidão de combate conjuntas e exercícios de ataque de poder de fogo conjuntos” em torno de Taiwan, embora não tenha especificado a localização exata.

    “Esta é uma resposta resoluta à atual escalada de conluio e provocação dos EUA e de Taiwan”, acrescentou, sem dar detalhes.

    “As forças do teatro tomarão todas as medidas necessárias para defender resolutamente a soberania nacional e a integridade territorial.”

    O Ministério da Defesa de Taiwan disse que as ações da China “mais uma vez destacam sua mentalidade de resolver diferenças pela força e destruir a paz e a estabilidade regional”.

    A cooperação Taiwan-EUA contribui para liberdade, abertura, paz e estabilidade do Indo-Pacífico, e Taiwan continuará a reforçar suas Forças Armadas de acordo com a ameaça inimiga e suas necessidades de autodefesa, disse o ministério.

    “Os atos de ‘intimidação militar’ dos comunistas chineses visam obviamente intimidar nosso povo e não favorecem a imagem internacional (da China)”, acrescentou.

    Taiwan tem reclamado de repetidas atividades militares chinesas nas proximidades do território nos últimos três anos, enquanto Pequim tenta pressionar Taipé a aceitar a soberania chinesa.

    Os EUA são o mais importante patrocinador internacional e fornecedor de armas de Taiwan, apesar da ausência de laços diplomáticos formais. As vendas de armas dos EUA para Taiwan são uma constante irritação nas relações entre Pequim e Washington.

    A China nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan sob seu controle. Taiwan contesta veementemente as reivindicações de soberania da China, dizendo que somente os 23 milhões de habitantes da ilha podem decidir seu futuro.