China vai aumentar regulação sobre empresas com influenciadores digitais

Medida faz parte de um plano de "limpeza do ciberespaço" chinês

Cabo de internet em frente à bandeira chinesa12/07/2017 REUTERS/Thomas White/Illustration
Cabo de internet em frente à bandeira chinesa12/07/2017 REUTERS/Thomas White/Illustration REUTERS

Eduardo Baptistada Reuters

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A China vai “corrigir” empresas com influenciadores digitais como parte de um plano de “limpeza do ciberespaço” anunciado nesta quinta-feira (17) pelo regulador do setor.

O foco da campanha incluirá a retificação de agências de redes multicanais (MCN), vídeos curtos e transmissões ao vivo, além de reprimir rumores na internet, segundo Sheng Ronghua, vice-diretor da Administração do Ciberespaço da China (CAC).

A decisão destaca a crescente preocupação do CAC com as empresas por trás de grande parte do conteúdo viral consumido nas mídias sociais chinesas.

As empresas MCN estão por trás de 40% das contas com mais de 10 milhões de seguidores nas maiores plataformas de mídia social da China, segundo Zhang Yongjun, funcionário da instituição, que disse que medidas futuras vão mirar empresas cujos influenciadores produzem conteúdo tido como prejudicial à sociedade.

Entre as ações estarão punições mais severas, proibição para produzir influenciadores infantis e postar conteúdo homogêneo online em massa. O regulador também exigirá que as agências dos influenciadores sejam exibidas de maneira clara em suas contas e criará um canal de denúncia.

“Nossa regulamentação não significa que queremos ‘matá-las’, mas esperamos que elas estejam sob a lei e padronizadas”, disse Zhang, que acrescentou que o CAC divulgará em breve regras para a produção de conteúdo.

Como resultado de 15 operações lançadas pelo órgão no ano passado para criar um ciberespaço que “reflita os valores socialistas da China”, 1,34 bilhão de contas, 22 milhões de informações online e mais de 7.200 transmissões ao vivo e sites foram removidos, destacou o regulador.

Em 2021, o CAC também verificou algoritmos de mais de 300 empresas de mídia de notícias, plataformas de comércio eletrônico e plataformas de vídeo, o que viu como uma experiência que lançou as bases para outras medidas deste ano.

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