Cientistas da Argentina começam a investigar origem de surto de hantavírus

Especialistas irão capturar e estudar roedores em Ushuaia, cidade de onde zarpou cruzeiro que registrou mortes pela doença

Luciana Taddeo, da CNN, Buenos Aires
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Uma equipe de cientistas do Instituto Malbrán, laboratório argentino de referência para o estudo de doenças infecciosas, chegou nesta segunda-feira (18) a Ushuaia, no extremo sul do país, para investigar a origem do surto de hantavírus no navio de um cruzeiro de luxo no último mês.

A investigação será realizada pelos cientistas ao longo desta semana em diferentes setores de Ushuaia, com a instalação de armadilhas para a captura de roedores, que terão sangue e tecidos coletados, para análise.

A coleta de material será feita em um laboratório de campanha e as amostras depois serão enviadas para um laboratório especializado.

A hipótese inicial sobre o início dos contágios é que um casal holandês tenha se infectado durante uma visita a um lixão da cidade de Ushuaia para a observação de pássaros, antes de embarcar no final de março no navio com 150 pessoas de 23 países.

O governo de Tierra del Fuego, no entanto, descarta que os casos detectados no cruzeiro MV Hondius tenham se originado na província - que não registra contágios da doença desde 1996 - e afirma que essa possibilidade é “quase nula”.

A embarcação com bandeira holandesa, que transportava principalmente britânicos, americanos e espanhóis, gerou alerta em diversos países. Antes de passar por Ushuaia, o navio visitou também a península Antártica, a Geórgia do Sul e Tristão da Cunha – algumas das ilhas mais remotas do planeta.

O surto de hantavírus foi relatado à Organização Mundial da Saúde em 2 de maio. O casal de holandeses e um alemão morreram.

O processo de desembarque dos últimos tripulantes da embarcação começou nesta segunda, após o transatlântico atracar no porto holandês de Rotterdam.