Cinco espanhóis foram libertados de prisão na Venezuela, diz Espanha

Com apoio da embaixada, libertados preparam retorno; Madri vê gesto como sinal positivo da nova fase do país

Pau Mosquera e Max Saltman, da CNN
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O Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmou na quinta-feira (8) que cinco espanhóis foram libertados na campanha de soltura de prisioneiros anunciada pela Venezuela.

Um dos cinco possui dupla cidadania, informou o ministério em comunicado, e todos estão se preparando para viajar à Espanha com o auxílio da embaixada.

“A Espanha, que mantém relações fraternas com o povo venezuelano, saúda esta decisão como um passo positivo na nova fase em que a Venezuela está entrando”, prosseguiu o comunicado.

O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, identificou posteriormente os cinco em entrevista à Rádio Nacional de España como Rocío San Miguel, Andrés Martínez, José María Basoa, Miguel Moreno e Ernesto Gorbe.

San Miguel, analista de segurança e ativista, foi presa em fevereiro de 2024. O governo venezuelano a acusou, sem provas, de fazer parte de um complô para assassinar o presidente Nicolás Maduro.

Autoridades americanas já tinham expressado preocupação com o caso.

Albares havia dito anteriormente que a libertação provavelmente incluiria espanhóis, afirmando à emissora pública espanhola La 2 que libertar prisioneiros espanhóis seria "um passo muito positivo da nova presidente interina, Delcy Rodríguez, nesta nova fase em que a Venezuela se encontra".

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