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    Comício de Biden pelo direito ao aborto tem protestos sobre Gaza

    Presidente americano atacou os republicanos por seus esforços para restringir o direito ao aborto em um discurso na Virgínia

    Comício de Biden pelo direito ao aborto tem protestos sobre Gaza
    Comício de Biden pelo direito ao aborto tem protestos sobre Gaza REUTERS

    Reuters

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, atacou os republicanos por seus esforços para restringir o direito ao aborto em um discurso na Virgínia nesta terça-feira, mas seus comentários foram interrompidos repetidamente por pessoas que protestavam contra suas políticas em relação a Israel.

    No mesmo dia em que as pessoas estavam votando em um candidato presidencial republicano em New Hampshire, Biden e a vice-presidente Kamala Harris falaram em um Estado crítico sobre o aborto, uma questão que comprovadamente leva os eleitores às urnas para se oporem a medidas conservadoras.

    “A pessoa mais responsável por tirar essa liberdade nos Estados Unidos é Donald Trump”, disse Biden sobre o ex-presidente e atual candidato à indicação presidencial republicana.

    A Suprema Corte dos EUA, com uma maioria conservadora possibilitada por três juízes que se juntaram ao tribunal sob Trump, derrubou em 2022 a decisão Roe vs Wade que garantia o direito das mulheres ao aborto no país.

    A multidão aplaudiu Biden, mas não foi totalmente amigável. Várias interrupções forçaram Biden a fazer uma pausa ou tentar falar em meio a gritos de “Cessar-fogo agora”, “Genocídio Joe” e outros insultos, por causa de seu apoio a Israel e seu ataque a Gaza após um ataque surpresa do Hamas a Israel em 7 de outubro do ano passado.

    Os ataques de Israel já mataram mais de 25.000 pessoas, segundo autoridades de saúde da Palestina.

    O fato de Biden ter abraçado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está lhe custando o apoio de jovens eleitores e outros oponentes da guerra que podem desempenhar um papel fundamental na eleição de 2024, especialmente em Estados decisivos como Michigan.

    “Eles sentem profundamente”, disse Biden depois que alguns dos primeiros manifestantes foram levados para fora do auditório. Enquanto outros participantes continuavam a importunar, Biden continuou a falar e alertou a plateia de que as constantes interrupções seguiriam e que haviam sido claramente planejadas. Seus apoiadores na plateia gritaram “Mais quatro anos!” para abafar as provocações.

    Biden arrancou fortes aplausos da plateia quando prometeu vetar uma proibição nacional do aborto se os republicanos conseguissem aprová-la no Congresso. Seu comício ocorreu depois que os democratas da Virgínia garantiram a maioria no Legislativo estadual após fazer do aborto uma questão central da campanha no ano passado.

    Biden e Kamala deram início a uma série de eventos na segunda-feira para destacar as políticas dos democratas sobre o aborto e o que descrevem como ameaças republicanas a esses direitos.

    A maioria das pesquisas de opinião, incluindo uma pesquisa Reuters/Ipsos em julho, mostra que a maioria dos eleitores dos EUA se opõe a candidatos presidenciais que favorecem limites rígidos ao aborto. Todas as sete iniciativas de votação em âmbito estadual para consagrar os direitos reprodutivos desde 2022 foram bem-sucedidas, inclusive nos conservadores Ohio, Kansas e Kentucky.