Companhias aéreas tentam programar voos partindo do Oriente Médio
Milhares de cidadãos estão presos em países envolvidos no conflito da região

Passageiros retidos estão começando a deixar o Oriente Médio à medida que as companhias aéreas programam novos voos e os governos mobilizam voos fretados. Mas muitos ainda permanecem presos, com opções de viagem limitadas.
Nos últimos dias, os governos tem se apressado em organizar voos saindo do Oriente Médio para dezenas de milhares de cidadãos presos pelo conflito crescente entre os EUA e Israel, que fechou a maior parte do espaço aéreo da região devido ao risco de mísseis atingirem aviões.
Eis o que as companhias aéreas que operam na região estão dizendo:
- Lufthansa: O Grupo Lufthansa, que inclui as companhias aéreas Lufthansa, SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines e Eurowings, está prorrogando a suspensão de seus voos de e para Tel Aviv até 22 de março.
- Emirates: A Emirates está operando com uma programação de voos reduzida e “continua monitorando a situação”. Os clientes em trânsito em Dubai só serão aceitos para embarque se o voo de conexão estiver operando, informa a companhia aérea, que recomenda aos clientes que não se dirijam ao aeroporto a menos que tenham uma reserva confirmada para esses voos.
- Qatar Airways: A companhia aérea continua com as operações suspensas na região, mas planejou um número limitado de voos de apoio partindo de Muscat, Omã. A companhia aérea pediu aos passageiros que não se dirijam ao aeroporto sem uma confirmação oficial do voo.
- Etihad Airways: Todos os voos comerciais da Etihad Airways de e para Abu Dhabi permanecem suspensos até sexta-feira, mas um número limitado de voos de reposicionamento, carga e repatriação estão operando, segundo a companhia aérea.
- Oman Air: A Oman Air cancelou todos os voos de e para Amã, Dubai, Bahrein, Doha, Dammam e Kuwait. A companhia aérea está oferecendo traslados integrados de ônibus de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, para Mascate, além de diversos voos de Omã para destinos como Londres, Istambul, Bangkok e Cairo.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".
*Eugenia Yosef e Kendall Wright, da CNN, contribuíram para esta reportagem


