Comunidade internacional critica ataques de Israel no Líbano

Ofensiva israelensea matou 254 pessoas no país, ameaçando o frágil cessar-fogo e gera críticas de diferentes países e da ONU

Lex Harvey, da CNN
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A reação internacional aumentou em relação aos ataques maciços de Israel no Líbano na quarta-feira (8), que mataram 254 pessoas e feriram outras 837, e ameaçaram comprometer o frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos, Israel e Irã.

Israel e Washington afirmam que o Líbano não faz parte do cessar-fogo de duas semanas com Teerã. Enquanto os iranianos alegam que o acordo incluía o território libanês.

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz após ataques em Beirute, aumentando a tensão no Oriente Médio e afetando o transporte global de petróleo.

Segundo informações das agências Tasnim e Fars, o Irã considera abandonar o cessar-fogo recentemente firmado.

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O Paquistão, que condenou o ataque, afirmou que o Líbano está incluído no acordo de cessar-fogo que ajudou a intermediar entre os EUA, Israel e Irã.

No entanto, o governo Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declararam que a trégua não se aplica às operações contra o Hezbollah no Líbano.

O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou o que descreveu como ataques “indiscriminados” de Israel contra o Líbano, que, segundo ele, “representam uma ameaça direta à sustentabilidade do cessar-fogo”.

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, afirmou que as ofensivas foram "profundamente prejudiciais" e que a Grã-Bretanha deseja "ver o Líbano incluído no cessar-fogo", em entrevista à Times Radio nesta quinta-feira (9), segundo a agência de notícias Reuters.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse que o "desprezo pela vida e pelo direito internacional demonstrado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, é intolerável". Ele também pediu a inclusão dos libaneses no cessar-fogo.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse ter telefonado para o presidente do Líbano, Joseph Aoun, para expressar solidariedade aos "ataques injustificados e inaceitáveis".

Tajani afirmou ter convocado o embaixador israelense para uma reunião, acrescentando: "Queremos evitar que haja uma segunda Gaza".

O Ministério das Relações Exteriores do Catar condenou os ataques "hediondos" e pediu à comunidade internacional que obrigue Israel a "cessar seus massacres brutais".

Na Turquia, o Ministério das Relações Exteriores denunciou os ataques "nos termos mais fortes" e acusou o governo de Netanyahu de minar "os esforços internacionais destinados a estabelecer a paz e a estabilidade".

As críticas também vieram das Nações Unidas e de ONGs.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou “inequivocamente” os ataques e pediu o fim das hostilidades, que, segundo ele, “representam um grave risco para o cessar-fogo”, em comunicado divulgado por um porta-voz na quarta-feira (8).

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou estar “indignado” com as mortes e a destruição em áreas densamente povoadas do Líbano.

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