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    Conflito entre membros será desafio de Lula à frente do G20, diz especialista

    Cientista político menciona diferenças econômicas e as tensões com a Rússia pela guerra na Ucrânia; Brasil assumiu a presidência simbólica do bloco neste domingo durante a Cúpula de Líderes

    Renata Souzada CNN

    em São Paulo

    As amplas e crescentes diferenças entre os vários membros do G20, grupo das maiores economias do mundo que passa, agora, a ser presidido pelo Brasil, serão um dos principais desafios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta empreitada.

    A análise é do cientista político Mauricio Santoro, colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha (Cepe-MB), que falou em entrevista à CNN neste domingo (10).

    O Brasil assumiu a Presidência simbólica do G20 neste domingo, durante a Cúpula de Líderes do bloco, em Nova Delhi, na Índia. Lula recebeu o martelo que representa a liderança do grupo das mãos do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

    “É um grande desafio gerenciar uma agenda de debates envolvendo três grupos de países muito diferentes: os ricos, como a Europa e os Estados Unidos, os grandes países em desenvolvimento, com o próprio Brasil, a Índia ou África do Sul, e esse grupo de China e Rússia”, disse Santoro.

    Ele menciona o alinhamento entre russos e chineses, em um momento em que as grandes potências ocidentais se voltam contra o país de Vladimir Putin em meio à guerra da Ucrânia.

    Santoro também lembra da escalada do conflito entre China e Índia na região do Himalaia, na divisa entre os dois países.

    “Não é fácil, nas condições atuais, reunir países tão diferentes e heterogêneos e colocá-los para conversar em busca de soluções para problemas comuns. Esse será o grande desafio de Lula ao longo do próximo ano.”

    Veja a entrevista completa no vídeo acima.

    *Publicado por Juliana Elias