Confronto entre gangues em prisão no Equador deixa pelo menos 17 mortos

Crime aconteceu apenas três dias após um massacre na prisão de Machala, no sul do país, onde 14 detentos morreram

Ana Maria Canizares, da CNN
Bandeira do Equador  • John Elk III/Getty Images
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Um confronto entre gangues rivais na penitenciária da cidade costeira de Esmeraldas, no Equador, deixou pelo menos 17 mortos, informou a Polícia Nacional em comunicado à imprensa.

“A situação decorreu de uma ordem externa do grupo criminoso organizado Tiguerones para eliminar membros de Los Lobos, Los Choneros e presos não filiados a Los Tiguerones”, informou a polícia.

A instituição confirmou que implementou uma operação de segurança na área da penitenciária de Esmeraldas e que o número de mortos poderá ser ajustado à medida que os corpos forem recuperados.

Segundo o relatório preliminar, os confrontos teriam começado em uma das celas da penitenciária após uma emboscada na qual as chaves das celas foram roubadas, permitindo que os detentos tentassem matar presos nas celas externas.

“As autoridades competentes estão conduzindo as investigações correspondentes para esclarecer o ocorrido. Forneceremos mais detalhes em breve”, afirmou o SNAI (Serviço de Atenção às Pessoas Privadas de Liberdade) em um comunicado.

A CNN contatou a Presidência da República para obter mais detalhes, mas até o momento não recebeu resposta.

Massacre na prisão de Machala

Este confronto na penitenciária ocorre apenas três dias após outro massacre na prisão de Machala, na província de El Oro, no sul do país, onde 14 detentos foram declarados mortos, segundo a polícia.

Sobre o crime, o coronel William Fabián Calle, indicou que, após a entrada da polícia na penitenciária de Machala, os agentes encontraram 14 mortos, 14 feridos e um guarda prisional que foi baleado e morreu em uma das celas.

“Sabe-se que há um confronto entre gangues nesta prisão. Duas alas estão sendo transferidas para um grupo do crime organizado, e é lá que esses assassinatos estão ocorrendo. A questão é como eles foram transferidos para a outra ala, já que existem vários filtros”, explicou Calle.

Os eventos violentos nas penitenciárias ocorrem em meio a um estado de conflito armado interno que vigora no país desde janeiro de 2024, apesar do destacamento militar e policial em algumas prisões.