Conselho Europeu aprova assistência de 1,2 bilhão de euros para a Ucrânia

País do Leste Europeu sofre com retirada de investimentos com a incerteza geopolítica da região

Tiago Tortella, da CNN
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O Conselho da União Europeia finalizou a adoção de uma assistência emergencial de 1,2 bilhão de euros para a Ucrânia, ação que será feita na forma de empréstimos. O país do Leste Europeu sofre com retirada de investimentos e dificuldade de acesso ao mercado internacional em meio à incerteza geopolítica na região.

"A UE agiu rápida e decisivamente para ajudar a Ucrânia. Em 21 dias, concluímos o trabalho necessário, o que significa que a assistência macrofinanceira de 1,2 bilhão de euros agora pode chegar à Ucrânia", disse Bruno Le Maire, ministro francês da Economia, Finanças e Recuperação.

Essa proposta foi formalizada em 1° de fevereiro de 2022 pela Comissão Europeia e terá uma duração de 12 meses.

A liberação da primeira parcela, sujeita à pré-condição política e a uma implementação satisfatória do programa do FMI, ocorreria rapidamente após a aprovação desta proposta.

A segunda parcela estaria vinculada à implementação contínua e satisfatória de um programa do FMI e das medidas de política acordadas no memorando de entendimento. De acordo com um comunicado do Conselho, o memorando será focado "em um número limitado de ações políticas viáveis ​​e de curto prazo nas áreas prioritárias mais urgentes, como o fortalecimento da resiliência e estabilidade econômicas, governança e Estado de direito e energia".

Desde 2017, a Ucrânia tem um acordo com a União Europeia para promover relações diplomáticas e econômicas.

Entre outros instrumentos de apoio, entre 2014 e 2021, a UE apoiou a Ucrânia através de cinco operações consecutivas de assistência macrofinanceira (AMF) que totalizaram 5 bilhões de euros em empréstimos.