Contratado da OMS morre em Gaza; retiradas médicas são suspensas

A organização comunicou a interrupção dos traslados via Rafah por tempo indeterminado depois de uma situação de segurança

Da Reuters
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Um indivíduo contratado para fornecer serviços à OMS (Organização Mundial da Saúde) em Gaza foi morto na segunda-feira (6) durante uma situação envolvendo segurança, disse o diretor-geral da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma postagem no X.

"Após o incidente, a OMS suspendeu a retirada médica de pacientes de Gaza para o Egito via Rafah, que estava programada para esta segunda. As retiradas médicas permanecerão suspensas até novo aviso", afirmou Tedros.

Dois membros da equipe da OMS estavam presentes, mas não se feriram, disse Tedros, sem especificar detalhes sobre o caso.

Ataque próximo à escola

Um ataque aéreo israelense matou pelo menos 10 pessoas e feriu várias outras em frente a uma escola que abrigava palestinos deslocados, na segunda-feira, disseram autoridades de saúde, em mais um episódio de violência que ofuscou o frágil acordo de cessar-fogo em Gaza apoiado pelos EUA.

Antes dos ataques, alguns palestinos haviam entrado em confronto com membros de uma milícia apoiada por Israel, que, segundo eles, atacou a escola em uma tentativa de sequestrar algumas pessoas, relataram médicos e moradores.

Durante os confrontos, a leste do campo de refugiados de Maghazi, na faixa central de Gaza, drones israelenses dispararam dois mísseis na área, matando pelo menos 10 pessoas e ferindo várias outras, acrescentaram.

Não estava imediatamente claro quantos civis haviam sido mortos nos ataques, que atingiram um bairro densamente povoado, onde a maioria são palestinos deslocados.

Ahmed al-Maghazi, uma testemunha ocular, disse que sua área foi atacada por membros da milícia apoiada por Israel, que operam no território adjacente à área sob controle das forças israelenses, antes de a milícia abrir fogo.

"Os moradores tentaram defender suas casas, mas as forças de ocupação os alvejaram diretamente", contou ele à Reuters.

Mais tarde, na segunda-feira, um líder de uma das milícias apoiadas por Israel disse em um vídeo que a Reuters não conseguiu autenticar imediatamente, que eles mataram cerca de cinco membros do Hamas.

Não houve comentário imediato do Hamas, que classifica esses grupos que operam em áreas sob controle israelense como "colaboradores israelenses".

Mais cedo, na segunda-feira, um ataque aéreo israelense matou um palestino e feriu uma criança enquanto viajavam de moto em Gaza City, disseram médicos.

Os médicos afirmaram que as forças israelenses mataram outro palestino ao abrirem fogo contra um veículo no centro de Gaza, elevando o número de mortos na segunda-feira para pelo menos 12.

O exército israelense afirmou que disparou contra o "veículo não identificado", que continuou a acelerar em direção às tropas, apesar dos "disparos de advertência".