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    Coreia do Norte diz que soldado dos EUA entrou no país

    Travis King teria expressado "sua vontade de buscar refúgio" na Coreia do Norte ou em um outro país, segundo agência do governo norte-coreano

    O soldado dos EUA Travis King teria entrado na Coreia do Norte, segundo relato de agência norte-coreana
    O soldado dos EUA Travis King teria entrado na Coreia do Norte, segundo relato de agência norte-coreana Reprodução/Facebook

    Gawon Baeda CNN

    A Coreia do Norte disse publicamente pela primeira vez, nesta terça-feira (15), que o soldado Travis King, do Exército dos EUA, cruzou seu território.

    Um comunicado da KCNA, agência de notícias norte-coreana, controlada pelo governo do país, afirmou que King havia expressado “sua vontade de buscar refúgio” na Coreia do Norte ou em um outro país.

    King, segundo relato da agência, disse que havia decidido entrar na Coreia do Norte porque “ele nutria ressentimentos contra maus-tratos desumanos e discriminação racial dentro do Exército dos EUA”.

    O soldado teria cruzado a linha de demarcação militar da Coreia do Sul para a Coreia do Norte em julho. A KCNA acrescentou que ele teria admitido que invadiu “ilegalmente” o território da Coreia do Norte.

    King, um soldado júnior designado para as Forças dos EUA na Coreia, enfrentou acusações de agressão na Coreia do Sul e deveria retornar a Fort Bliss, no Texas, e ser afastado do serviço militar, apurou a CNN.

    Um oficial da Defesa dos EUA disse que o país não poderia verificar os supostos comentários de King, mas que o foco do esforço do Departamento de Defesa é garantir seu retorno seguro..

    Os EUA tentaram repetidamente entrar em contato com os norte-coreanos para obter uma atualização sobre a condição de King, mas, até a semana passada, ainda não haviam recebido uma resposta substantiva, disseram autoridades à CNN.

    Cerca de uma semana antes de cruzar a fronteira, King foi libertado de um centro de detenção na Coreia do Sul, onde ficou por 50 dias. A secretária do Exército, Christine Wormuth, disse ao Fórum de Segurança de Aspen, no mês passado, que King “com certeza teria enfrentado consequências adicionais” do Exército dos EUA por sua conduta na Coreia do Sul, se tivesse retornado como planejado.

    “Ele havia agredido um indivíduo na Coreia do Sul e estava sob custódia do governo sul-coreano e voltaria aos Estados Unidos para enfrentar as consequências no Exército”, disse Wormuth. “E tenho certeza de que ele estava lutando contra isso.”

    A família de King disse à CNN no início deste mês que não tinha motivos para acreditar que ele desertaria das Forças Armadas dos EUA.

    Jaqueda Gates, irmã de King, disse na época que sua família não havia recebido mais informações sobre o paradeiro do irmão, mas que ele “não é do tipo que simplesmente desaparece”.

    Enquanto isso, o governo americano tem debatido se deve designar King como prisioneiro de guerra, o que poderia lhe proporcionar maiores proteções sob a Convenção de Genebra, disseram autoridades de defesa à CNN.

    King poderia potencialmente se qualificar para o status de prisioneiro de guerra desde que a Guerra da Coreia terminou em um armistício em vez de um tratado de paz, o que significa que os EUA e a Coreia do Norte ainda estão tecnicamente em guerra.

    E a Convenção de Genebra fornece diretrizes rígidas aos signatários sobre como um prisioneiro de guerra deve ser tratado enquanto estiver em cativeiro. Os EUA e a Coreia do Norte são ambos signatários.

    Mas as autoridades enfatizaram repetidamente que King foi capturado pelos norte-coreanos depois de cruzar para o país por sua própria vontade, enquanto vestido como civil e em um tour privado pela zona desmilitarizada – não como parte de qualquer combate ativo entre militares dos EUA e da Coreia do Norte.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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