Coreia do Sul diz que não decidiu sobre exercícios militares em conjunto com EUA

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un e autoridade de alto escalão no país, alertou que os exercícios podem minar a reconstrução de laços

O Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, fala com o Ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, durante uma reunião bilateral
O Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, fala com o Ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Chung Eui-yong, durante uma reunião bilateral Foto: Ben Stansall / Pool via Reuters

Reuters

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A Coreia do Sul disse nesta segunda-feira (2) que nenhuma decisão sobre seus exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos foi tomada, mas que eles não deveriam criar tensões, depois que a Coreia do Norte alertou Seul contra a realização de manobras em meio a sinais de uma melhoria nas relações.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos realizam exercícios militares com frequência, principalmente na primavera e no verão, mas há tempos a Coreia do Norte reage a eles com críticas ácidas, classificando-os como ensaios de guerra.

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un e autoridade de alto escalão do governista Partido dos Trabalhadores do país, alertou o vizinho do Sul neste domingo (1º) que realizar os exercícios minaria os esforços de reconstrução de relacionamento entre o Sul e o Norte.

Seu alerta veio dias depois de as duas Coreias restaurarem linhas de contato rompidas por Pyongyang anos atrás. 

Kim e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, estão tentando consertar os laços e retomar cúpulas. Ainda nesta segunda-feira (2), o Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que Seul e Washington estão conversando sobre as manobras, mas que nenhuma decisão foi tomada.

“Não temos nada a comentar sobre o comunicado, mas quanto aos exercícios, o momento e o método não estão finalizados”, disse o porta-voz do ministério, Boo Seung-chan, durante entrevista coletiva.

Os aliados decidirão após pesar a pandemia da Covid-19, a postura de defesa conjunta, a transferência planejada do controle operacional de tempos de guerra e a questão de “apoiar esforços diplomáticos para estabelecer uma paz duradoura na península coreana”, acrescentou Boo.

(Por Hyonhee Shin)

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