Corpos de militares americanos mortos no Irã retornam aos EUA em cerimônia

Caixões com corpos dos militares desembarcou na Base Aérea de Dover; presidente americano Donald Trump e outras autoridades participaram de evento solene

Rafael Villarroel, da CNN Brasil
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Os corpos dos seis militares americanos que morreram durante o conflito com o Irã retornaram aos Estados Unidos na tarde deste sábado (7) em cerimônia solene, que contou com a presença do presidente Donald Trump, na Base Aérea de Dover, em Delaware.

Além de Trump, o vice-presidente JD Vance, a primeira-dama, Melania Trump, e a segunda-dama, Uhua Vance, assim como outros membros do governo e do Exército também estiveram presentes.

 

Os seis militares foram identificados como: major Jeffrey O’Brien; capitão Cody Khork; sargento de 1ª Classe Noah Tietjens; sargento de 1ª Classe Nicole Amor; sargento Declan Coady e subtenente Robert Marzan.

Eles eram lotados no 103º Comando de Suprimentos, uma unidade da Reserva do Exército sediada no estado americano de Iowa, e serviam no Oriente Médio junto ao 1º Comando de Apoio ao Teatro de Operações, unidade responsável pelo abastecimento das forças americanas em toda a região.

Na última segunda (2), o porta-voz do Comando Central dos EUA, capitão Tim Hawkins, informou que outros 18 militares ficaram gravemente feridos durante a operação contra o Irã.

Em publicação no X (antigo Twitter), Margo Martin, assistente especial de Trump, registrou o momento em que os caixões com os corpos são retirados de um avião militar.

Veja:

Conflito no Oriente Médio

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo (29), a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista".

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".

Com informações da CNN Internacional*