"Crime de guerra", diz Hamas sobre plano de Israel de tomar Cidade de Gaza
Governo Netanyahu aprovou a expansão da operação militar após dez horas de votação
Nesta sexta-feira (8), o grupo palestino Hamas descreveu a decisão de Israel de assumir o controle da Cidade de Gaza como um “crime de guerra”, acrescentando que o governo israelense “não se importa com o destino de seus reféns”.
O gabinete de segurança de Israel aprovou o plano nesta sexta-feira. A aprovação aconteceu após quase dez horas de votação.
Enquanto o gabinete votava, protestos em massa aconteciam em Israel devido ao temor de que a decisão de expandir as operações militares colocasse os reféns em perigo, e a crescente pressão internacional sobre Israel para encerrar o conflito e permitir a entrada de mais alimentos no território, à medida que a fome se espalhava.
Estes são os cinco princípios do plano israelense:
- O desarmamento do Hamas
- O retorno de todos os reféns — os vivos e os mortos
- A desmilitarização de Gaza
- O controle de segurança israelense em Gaza
- O estabelecimento de uma administração civil que não seja nem o Hamas, nem a Autoridade Palestina
O grupo rebelde afirmou que a "manipulação da linguagem por Israel, substituindo o termo 'ocupação' por 'controle', nada mais é do que uma tentativa óbvia de se eximir de sua responsabilidade legal pelas consequências deste crime brutal".
Foi dito também que a decisão do país "explica claramente a retirada repentina da ocupação da última rodada de negociações", que, segundo o Hamas , estava "prestes" a chegar a um acordo.
O grupo afirmou que continuará a tomar "todas as medidas necessárias" para abrir caminho para um acordo de cessar-fogo que liberte todos os reféns de uma só vez em troca do fim da guerra e da retirada das tropas israelenses


