"Crime de guerra", diz Hamas sobre plano de Israel de tomar Cidade de Gaza

Governo Netanyahu aprovou a expansão da operação militar após dez horas de votação

Ahmed Elimam e Tala Ramadan, da Reuters
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Nesta sexta-feira (8), o grupo palestino Hamas descreveu a decisão de Israel de assumir o controle da Cidade de Gaza como um “crime de guerra”, acrescentando que o governo israelense “não se importa com o destino de seus reféns”.

O gabinete de segurança de Israel aprovou o plano nesta sexta-feira. A aprovação aconteceu após quase dez horas de votação.

Enquanto o gabinete votava, protestos em massa aconteciam em Israel devido ao temor de que a decisão de expandir as operações militares colocasse os reféns em perigo, e a crescente pressão internacional sobre Israel para encerrar o conflito e permitir a entrada de mais alimentos no território, à medida que a fome se espalhava.

Estes são os cinco princípios do plano israelense:

  • O desarmamento do Hamas
  • O retorno de todos os reféns — os vivos e os mortos
  • A desmilitarização de Gaza
  • O controle de segurança israelense em Gaza
  • O estabelecimento de uma administração civil que não seja nem o Hamas, nem a Autoridade Palestina

O grupo rebelde afirmou que a "manipulação da linguagem por Israel, substituindo o termo 'ocupação' por 'controle', nada mais é do que uma tentativa óbvia de se eximir de sua responsabilidade legal pelas consequências deste crime brutal".

Foi dito também que a decisão do país "explica claramente a retirada repentina da ocupação da última rodada de negociações", que, segundo o Hamas , estava "prestes" a chegar a um acordo.

O grupo afirmou que continuará a tomar "todas as medidas necessárias" para abrir caminho para um acordo de cessar-fogo que liberte todos os reféns de uma só vez em troca do fim da guerra e da retirada das tropas israelenses