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    Criminosos “fazem chá” durante sequestro em massa na Nigéria, diz autoridade

    Polícia acredita que suspeitos faziam parte do grupo Boko Haram; 160 pessoas foram levadas e 10 morreram

    Região de Maiduguri sofre com os constantes ataques de grupos armados
    Região de Maiduguri sofre com os constantes ataques de grupos armados Florian Gaertner/Photothek via Getty Images

    Nimi Princewillda CNN

    Dez pessoas foram mortas e outras 160, incluindo crianças, foram sequestradas em uma vila remota no centro da Nigéria, disse uma autoridade local à CNN nesta segunda-feira (27).

    Autoridades acreditam que criminosos faziam parte do grupo Boko Haram.

    O ataque ocorreu no vilarejo de Kuchi, no estado do Níger, por volta das 17h30 na sexta-feira (24) e durou até às 4h de sábado (25), no horário local, de acordo com o oficial local Aminu Abdulhamid Najume.

    O estado do Níger, que faz fronteira com a capital da Nigéria, Abuja, sofreu repetidos sequestros para resgate por grupos armados, nos últimos anos.

    O oficial relatou que cerca de 300 homens armados chegaram em motos e permaneceram durante várias horas nas residências antes de partirem com os reféns.

    “Fizeram uma fogueira para conter o frio porque choveu durante todo o dia”, disse Najume. “Eles cozinharam e fizeram chá; Indomie (macarrão instantâneo) e espaguete”, acrescentou.

    Alguns dos mortos eram membros de um grupo de vigilantes locais que confrontaram os criminosos. O oficial nigeriano acrescentou que as forças de segurança ainda não iniciaram as operações de resgate. “A polícia visitou Kuchi ontem [domingo (26)] e foi embora, nada mais.”

    Um porta-voz do Comando da Polícia do Estado do Níger não respondeu ao pedido de comentários da CNN.

    “Esta não é a primeira nem a segunda vez que a aldeia de Kuchi é atacada. Esta é a quinta vez”, disse Najume, observando que a área frequentemente sofre sequestros para resgate.

    “Os criminosos ainda não fizeram nenhuma exigência em relação ao último sequestro”, contou.

    A Anistia Internacional disse em um post no X, no domingo (26), que estava “profundamente preocupada com o sequestro”, criticando as autoridades nigerianas por deixarem “comunidades rurais à mercê de homens armados”.

    “Desde 2021, homens armados têm atacado consistentemente a aldeia de Kuchi e violado mulheres e meninas nas suas casas”, afirmou a agência.

    “A invasão da aldeia pelos homens armados é mais uma indicação do total fracasso das autoridades nigerianas em proteger vidas”, acrescentou a Anistia.

    As forças de segurança da Nigéria lutam há anos para controlar grupos rebeldes no norte do país.

    Os sequestros em Kuchi ocorrem dois meses depois de 21 pessoas, incluindo um recém-casado, terem sido mortas quando homens armados descritos localmente como “bandidos” invadiram um mercado em Rafi, outra área afetada no estado do Níger.

    Pelo menos 137 crianças e jovens foram sequestrados no início de março no estado de Kaduna, mas foram posteriormente libertadas depois que os criminosos fizeram uma exigência inicial de ₦ 1 bilhão (cerca de R$ 3,5 milhões ) e ameaçaram matar os reféns se as condições não fossem atendidas.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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