Cruz Vermelha homenageia voluntários mortos por Ebola na RD Congo

Vítimas teria manipulado corpos de pessoas que também morreram por suspeita da doença

Olivia Le Poidevin, da Reuters, em Genebra
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A Cruz Vermelha prestou homenagem neste sábado a três voluntários que teriam morrido após contraírem Ebola enquanto manipulavam corpos e que estão entre as primeiras vítimas conhecidas do mais recente surto na República Democrática do Congo.

A cepa Bundibugyo do Ebola, para a qual não há vacina ou tratamento aprovado, foi declarada uma emergência de preocupação internacional pela Organização Mundial da Saúde.

Acredita-se que os três voluntários tenham contraído o vírus durante atividades de gerenciamento de cadáveres em 27 de março, como parte de uma missão humanitária não relacionada ao Ebola, disse a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em um comunicado. Até aquele momento, o surto ainda não havia sido identificado, acrescentou.

Ajiko Chandiru Viviane, Sezabo Katanabo e Alikana Udumusi Augustin, que foram voluntários na filial de Mongbwalu, na província de Ituri, no nordeste do país morreram em 5, 15 e 16 de maio, respectivamente, segundo a federação.

Os corpos das vítimas do Ebola são altamente infecciosos após a morte, e os enterros inseguros - em que os membros da família manipulam o corpo sem o equipamento de proteção adequado - são um dos principais fatores de transmissão, que as equipes da federação estão trabalhando no local para evitar.

"Esses voluntários perderam suas vidas enquanto serviam suas comunidades com coragem e humanidade", disse a federação.

Os voluntários também estão indo de porta em porta para combater a desinformação sobre o Ebola na área que é o centro do surto no Congo.