Cuba alerta que apagões vão aumentar devido à escassez de combustível

Anuncio foi feito em transmissão de televisão; país também enfrenta escassez de alimentos e remédios

Marc Frank, da Reuters, Havana, Cuba
Pessoas aguardam volta da eletricidade para abastecer seus carros em posto de combustível de Havana
Pessoas aguardam volta da eletricidade para abastecer seus carros em posto de combustível de Havana, capital de Cuba  • REUTERS/Alexandre Meneghini
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Autoridades de Cuba alertaram, em transmissão nacional de televisão, que os apagões irão aumentar de forma significativa devido à falta de combustível, o que pode piorar a situação do país, que já enfrenta escassez de alimentos e remédios. Os cortes podem começar em outubro.

Os governos locais no país caribenho já começaram a anunciar cortes no uso de energia em empresas estatais e outras entidades, incluindo novas medidas para adiar eventos esportivos e aulas universitárias.

“Não teremos o nível de combustível que necessitamos ou o que tivemos nos meses anteriores”, disse o ministro da Energia, Vicente Levy, no programa Mesa Redonda, transmitido na noite da quarta-feira (27), juntamente com o ministro de Economia, Alejandro Gil.

Ambas as autoridades sugeriram que os cubanos podem esperar apagões com duração entre oito e dez horas por dia fora de Havana, onde os residentes até agora foram geralmente poupados de cortes de energia.

O país caribenho está atolado numa crise econômica e enfrenta apagões, escassez de alimentos, medicamentos e combustível desde a pandemia do coronavírus, empurrando o seu Produto Interno Bruto (PIB) 8% abaixo dos níveis de 2020, e com a produção de bens 40% menor, de acordo com o governo.

Cuba afirma que as sanções dos Estados Unidos, com objetivo de privar o país da moeda estrangeira necessária para importar a maior parte do seu combustível, alimentos e alguns outros suprimentos, são, em grande parte, responsáveis pela situação na ilha.

Os dois ministros afirmaram na quarta que Cuba está fazendo esforços diários para garantir o combustível mínimo necessário para manter o país funcionando, sem explicar porque a situação foi de mal a pior.

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