Custo de operação dos EUA no Irã passa de US$ 33 bilhões, diz Pentágono

Ação lançada em 28 de fevereiro iniciou guerra no Oriente Médio e tem como um dos objetivos garantir que Teerã não possua armas nucleares

Malu Baccarin, da CNN Brasil
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Um relatório divulgado pelo órgão oficial de fiscalização do Departamento de Defesa dos Estados Unidos na segunda-feira (14) indica que o custo da Operação Epic Fury, lançada contra o Irã em 28 de fevereiro, custou US$ 33,4 bilhões até 29 de junho.

A estimativa do Pentágono inclui US$ 7,4 bilhões em obrigações cumulativas (custos incrementais) para a operação, US$ 22,3 bilhões para munições gastas e US$ 3,7 bilhões em perdas de equipamentos. O cálculo não inclui custos para reparos de infraestrutura.

O objetivo da ação, segundo o documento, é "desmantelar o aparato de segurança do regime iraniano, incluindo sua produção de mísseis e capacidades navais, e garantir que o Irã nunca adquira armas nucleares".

Segundo o relatório, os danos causados ​​pelo Irã a instalações diplomáticas dos EUA no Oriente Médio totalizaram cerca de US$ 184 milhões. Não foram fornecidas estimativas de custos referentes a danos em instalações militares americanas.

Além disso, autoridades relataram um custo estimado de US$ 24,5 milhões por mês em atrasos de projetos de construção devido a ordens de partida e restrições de viagem em Bagdá, Jerusalém, Tel Aviv, Cairo, Amã, Cidade do Kuwait e Mascate.

O arquivo também reconheceu o esgotamento de estoques estratégicos de munição dos EUA.

O levantamento diz ainda que mais de 50 mil militares americanos foram mobilizados em toda a área de responsabilidade do CENTCOM (Comando Central dos EUA) em apoio à operação.