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    David Cameron diz à CNN que Putin é “efetivamente um criminoso de guerra”

    Ex-primeiro-ministro britânico falou sobre a necessidade do Reino Unido fazer "tudo o que mais puder" para pressionar a Rússia economicamente

    David Cameron em entrevista à CNN
    David Cameron em entrevista à CNN Reprodução CNN

    Cece Armstrongda CNN

    Londres

    O ex-primeiro-ministro britânico David Cameron disse que o presidente russo Vladimir Putin é “efetivamente um criminoso de guerra” e enfatizou que o Reino Unido “deve fazer nossa parte economicamente, assim como as forças armadas ucranianas estão fazendo sua parte militarmente”.

    Cameron pediu aos Estados Unidos, Grã-Bretanha, países europeus e outros que não participem da próxima cúpula do G20 em novembro na Indonésia, se Putin for convidado e puder comparecer.

    “É impensável, você sabe, um presidente americano ter que se sentar ao lado de alguém que é efetivamente um criminoso de guerra. Que está bombardeando e bombardeando indiscriminadamente civis em suas casas, escolas e hospitais”, disse ele a John Berman, da CNN,

    Cameron disse que o Reino Unido deve fazer “tudo o mais que puder” para ajudar a Ucrânia, incluindo aumentar a pressão sobre a Rússia com sanções.

    “Também temos que reconhecer que, embora não possamos colocar nossas próprias tropas e não possamos operar uma zona de exclusão aérea por medo de tornar esse conflito mais amplo, devemos fazer tudo o que pudermos”, disse Cameron.

    O ex-primeiro-ministro também detalhou duas ocasiões durante seu tempo no cargo em que viu o presidente Putin “mentir descaradamente”. Ele disse que a comunidade internacional deveria “julgar a Rússia por seus atos, não acredite nas palavras de Putin.”

    “Lembro-me de que ele mentiu sobre a presença de tropas russas em Donbass em 2014”, disse Cameron. “Outra ocasião foi sobre o destino do avião da Malaysian Airlines MH17 que foi abatido sobre a Ucrânia.”

    Os comentários de Cameron vêm quase duas semanas depois que o presidente dos EUA, Joe Biden, também chamou Putin de “criminoso de guerra”.

    Foi a mais dura condenação das ações de Putin por qualquer autoridade dos EUA desde que a guerra na Ucrânia começou em 24 de fevereiro.

    Em 16 de março, falando com repórteres em um evento não relacionado, Biden subiu o tom ao atacar o líder russo, dizendo: “acho que ele é um criminoso de guerra”.

    O Kremlin classificou a fala de Biden como “imperdoável vindo do líder de um país que matou civis durante conflitos em diversas partes do mundo.”

    No entanto, outros líderes ocidentais têm sido mais reticentes em sua condenação de Putin. No início de março, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que as ações da Rússia na Ucrânia se qualificam “como um crime de guerra”, mas ele não se referiu a Putin como um criminoso de guerra.

    A Rússia nega que ataque alvos civis e afirma que seus objetivos na Ucrânia são os mesmos desde o início da ofensiva: desmilitarizar e neutralizar a Ucrânia, se livrar de batalhões neonazistas e o reconhecimento dos territórios independentes.

     

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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