De la Espriella, da Colômbia, agradece suporte de Trump: "Apoio inabalável"

Candidato de direita à presidência, que disputará 2º turno, falou em parceria com os EUA contra o narcoterrorismo

Polianne Lima, da CNN Brasil
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O candidato da direita colombiana, Abelardo De la Espriella, agradeceu nesta quarta-feira (3) o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o chamou de "líder inteligente, forte e determinado".

"Prezado presidente Donald J. Trump. Com a cabeça erguida e o coração repleto de gratidão patriótica, recebo suas palavras e seu apoio inabalável. Obrigado, senhor presidente!", escreveu ele em uma publicação na rede social X.

 

Trump declarou na terça-feira (2) apoio ao candidato em uma publicação na Truth Social: "Os resultados desta eleição são muito importantes para o futuro da Colômbia e para sua relação com os Estados Unidos".

Na mesma publicação o colombiano falou em parceria com Washington. "Juntos, somos inquebráveis. Essa parceria — forjada e fortalecida por dois líderes que se respeitam mutuamente e compartilham os mesmos valores e princípios inabaláveis — trará maior prosperidade aos nossos povos, maior segurança às nossas famílias e um futuro mais brilhante para ambas as nossas nações."

"Nossas políticas de segurança estão totalmente alinhadas: o narcoterrorismo é o câncer que destrói nossas sociedades, e o enfrentaremos incansavelmente, com determinação de ferro e sem desculpas", continuou ele.

Na mesma publicação, o candidato incluiu a imagem com a águia de cabeça branca, símbolo dos EUA, ao lado de um tigre, símbolo da campanha dele, e as bandeiras dos dois países ao fundo.

 

De la Espriella conquistou 43,74% dos votos no primeiro turno e uma vantagem de mais de 673 mil votos sobre  o senador de esquerda Iván Cepeda, que obteve 40,90%.

O segundo turno está marcado para o dia 21 de junho.

Eleição contestada

O resultado gerou críticas e acusações de possível fraude do atual presidente colombiano, Gustavo Petro. Observadores eleitorais internacionais afirmam que não houve irregularidades no pleito.

Diversas autoridades responsáveis ​​pela fiscalização eleitoral na Colômbia afirmaram que não houve irregularidades.

Petro teve uma relação conturbada com Trump durante seu governo. O republicano chegou a ameaçar um ataque ao país, acusando o esquerdista de cumplicidade com o tráfico de drogas para os EUA - o que foi repudiado pelo presidente colombiano.

Já De la Espriella não esconde a admiração pelo republicano. Durante a campanha, ele foi a Miami, onde se reuniu com o subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, e afirmou que “restabelecer plenamente as relações com os EUA é fundamental para o futuro” da Colômbia.

“Com nosso principal aliado temos que combater o narcotráfico e o terrorismo com mão de ferro”, afirmou o direitista.

Quem é Abelardo de la Espriella

Em questão de meses, Abelardo De la Espriella passou de um advogado controverso e com grande presença na mídia a candidato à Presidência com chances reais de vitória na Colômbia, graças a uma mensagem clara: impor autoridade.

Ele agora é o rosto de uma direita radical e em constante evolução, que capitalizou a frustração com os partidos tradicionais e conduziu uma campanha de muito espetáculo com uma postura de "outsider", se posicionando como rival direto do candidato governista de esquerda, Iván Cepeda.

Os dois vão disputar o segundo turno da eleição presidencial no dia 21 de junho.

Ele tem 47 anos, é carismático e gosta de falar firme, apela para o espetáculo e faz declarações categóricas e provocativas. O candidato se apresenta como um empresário de sucesso, amante do que chama de alta cultura e bom gosto.

De la Espriella estruturou seu discurso para conquistar o eleitorado conservador e enfurecer o governo atual. Já moveu processos contra jornalistas, foi acusado de sexismo e afirma ser o maior inimigo do comunismo.

Ele entrou na campanha com a retórica da ultradireita e propostas populistas. Lançou sua campanha presidencial prometendo interromper a continuidade do projeto político do presidente Gustavo Petro, e sua estratégia é a polarização: ele representa um extremo sem restrições para contrapor o outro.

Com seu movimento Defensores da Pátria, seu ímpeto político começou no final de 2025 com o lançamento de sua candidatura, quando as pesquisas começaram a posicioná-lo como a principal voz do voto anti-Petro no país.

A conclusão é que a estratégia de De la Espriella funcionou: apelar para a polarização; para contrapor o candidato de Petro, a alternativa é ele mesmo, o extremo oposto.