Delcy se reúne com autoridades dos EUA para coordenar ajuda na Venezuela

Reunião teve como foco as operações de resgate de sobreviventes e a distribuição de ajuda humanitária, informou a Presidência venezuelana em comunicado

Mauricio Torres, da CNN em Espanhol
Compartilhar matéria

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reuniu com autoridades dos EUA nesta sexta-feira (26) para coordenar os esforços de ajuda humanitária após os terremotos que atingiram o país sul-americano, anunciou a Presidência venezuelana em comunicado.

A reunião teve como foco as operações de resgate de sobreviventes e a distribuição de ajuda humanitária, informou a Presidência.

De acordo com o comunicado, Rodríguez se reuniu com o major-general Kevin Joseph Jarrard, especialista em resposta e coordenação de desastres, que coordenará as equipes em campo; John M. Barrett, encarregado de negócios da Embaixada dos EUA na Venezuela; e o coronel Ian Murray, adido de defesa da Embaixada.

Representando a Venezuela na reunião estavam o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, e o ministro do Interior, Diosdado Cabello.

Os Estados Unidos são um dos países que já enviaram ajuda à Venezuela para lidar com os danos causados ​​pelos terremotos de quarta-feira.

Antes de surgirem notícias sobre o encontro de Rodríguez com autoridades americanas, ela própria afirmou em sua conta no Telegram que recebeu uma ligação do presidente dos EUA, Donald Trump, e do secretário de Estado Marco Rubio, que expressaram apoio ao seu governo.

Mais de 900 mortos

Mais de 900 pessoas morreram nos fortes terremotos consecutivos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (26), informou o presidente da Assembleia Nacional do país.

Equipes buscam mais pessoas presas sob os escombros enquanto países próximos e distantes prometem apoio, mas alguns moradores de áreas costeiras estão frustrados com o ritmo das operações.

As equipes de resgate tentam aproveitar ao máximo as primeiras 48 a 72 horas após o terremoto, a janela de tempo "de ouro" para alcançar pessoas soterradas vivas.

Veja as últimas informações sobre os terremotos na Venezuela

  • Pelo menos 920 pessoas morreram e outras 3.360 ficaram feridas em decorrência dos terremotos de quarta-feira, disse o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Pelo menos 172 pessoas ainda estão presas sob os escombros, afirmou ele.
  • Além de venezuelanos, pessoas do Brasil, da China, da Espanha e de Portugal também foram incluídas na contagem de vítimas fatais.
  • Forças venezuelanas realizam operações de busca com equipamentos de percussão que permitem a quebra controlada de concreto, na esperança de encontrar e resgatar mais pessoas com vida, disse Juan José Ramírez, vice-presidente setorial de obras públicas e serviços.
  • O terreno, no entanto, continua desafiador. Réplicas constantes e a falta de maquinário pesado em alguns locais estão retardando as operações em áreas críticas, enquanto comunidades inteiras continuam a remover escombros por conta própria. Alguns moradores de áreas costeiras estão convocando voluntários civis para ajudar munidos de "picaretas e pás".
  • A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a militarização de La Guaira, a área mais atingida pelos terremotos. O governo informou também que estabeleceu um centro de armazenamento de alimentos, água e medicamentos no Ministério das Relações Exteriores, em Caracas.
  • O governo venezuelano está realizando uma avaliação de edifícios que não desabaram, mas sofreram danos. As autoridades pediram à população que notifique o governo, por meio de canais específicos, caso detecte danos estruturais em suas residências.
  • Vários países e organizações estão enviando equipes de resgate e prometeram ajuda, incluindo Colômbia, El Salvador, México e Estados Unidos. Dezenas de veículos estão transportando equipes de socorro e suprimentos para La Guaira, segundo o Ministério dos Transportes da Venezuela. Espera-se também que ajuda humanitária chegue à região em breve.

(Com informações da CNN)

espanhol