Dez marinheiros civis morreram no Estreito de Ormuz, diz Rubio

Secretário de Estado dos EUA afirmou que os outros estão "isolados, passando fome e vulneráveis"

Steve Holland e Gram Slattery, da Reuters
Compartilhar matéria

Dez marinheiros civis morreram devido ao conflito em curso no Estreito de Ormuz, informou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a jornalistas nesta terça-feira (5).

Em um pronunciamento na Casa Branca, Rubio afirmou que os EUA continuarão a mobilizar seus recursos para defender a liberdade de navegação nessa importante via marítima.

"Eles estão isolados, passando fome, vulneráveis ​​e pelo menos 10 marinheiros morreram em decorrência disso, marinheiros civis", disse Rubio, sem fornecer mais detalhes.

Rubio insistiu que os EUA estão tomando medidas defensivas para manter o bloqueio aos portos iranianos.

Ele também afirmou que a operação militar inicial contra o Irã já terminou.

"Só respondemos se formos atacados primeiro. Esta é uma operação defensiva[...] Se não houver disparos contra esses navios e nem contra nós, não atiraremos, mas se formos atacados, responderemos.", disse.

Rubio afirmou que os Estados Unidos entraram em contato com diversos navios para que deixassem o estreito, reiterando declarações feitas anteriormente pelo Secretário de Defesa americano, Pete Hegseth.

Os Emirados Árabes Unidos alegaram estar sob ataque de mísseis e drones iranianos nesta terça-feira, mesmo com Washington afirmando que o cessar-fogo permanecia em vigor.

Hegseth disse que centenas de navios estavam se preparando para atravessar a importante via navegável. Antes do ataque conjunto entre os EUA e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, cerca de 20% do fornecimento global de petróleo passava diariamente pelo estreito.

Rubio afirmou ser hora de Teerã "aceitar a realidade da situação", acrescentando que os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner continuavam a explorar uma solução diplomática.

Essa solução precisava abordar qualquer material nuclear que o Irã ainda tivesse enterrado "em algum lugar profundo", disse Rubio.

"O presidente deixou claro que parte do processo de negociação não deve se limitar ao enriquecimento, mas também abordar o que acontecerá com esse material que está enterrado em algum lugar profundo, ao qual eles ainda têm acesso caso queiram desenterrá-lo", disse ele.

Rubio se recusou a fornecer detalhes sobre o progresso alcançado e afirmou que o acordo em si não precisaria ser redigido em um único dia.

"Isso é extremamente complexo e técnico, mas precisamos de uma solução diplomática que seja muito clara sobre os tópicos que eles estão dispostos a negociar, bem como a extensão e as concessões que estão dispostos a fazer inicialmente para que essas negociações sejam proveitosas", disse ele.