"Diálogo é sempre melhor que confronto", diz Putin sobre reunião com Trump
Presidente russo também minimizou impacto de sanções impostas pelos EUA e disse que a Rússia não cederá

O presidente russo, Vladimir Putin, também comentou sobre a reunião cancelada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estava inicialmente planejada para acontecer em Budapeste, na Hungria, nas próximas semanas.
“Seria um erro, tanto para mim quanto para o presidente dos EUA, tratar isso de forma leviana e sair dessa reunião sem o resultado esperado”, disse Putin, destacando que o encontro foi originalmente proposto pelo lado americano.
Agora, Trump decidiu “adiar” a reunião, afirmou Putin.
“Bem, o que sempre se pode dizer? O diálogo é sempre melhor do que o confronto, do que as disputas, ou ainda mais do que a guerra”, continuou ele.
“É por isso que sempre apoiamos a continuidade do diálogo — e continuamos a apoiá-lo agora”, declarou Putin.
Comportamento de Putin frustra Trump
O presidente americano vem demonstrando uma crescente frustração em relação ao líder russo. Trump afirmou que sempre teve conversas boas com Putin, mas que elas "não levavam a lugar algum".
Na quarta-feira (22), Trump impôs sanções às duas principais petrolíferas russas o que, segundo analistas, surpreendeu o Kremlin. O movimento foi em sintonia com a União Europeia, que também aprovou o 19º pacote de sanções a Moscou. Mais tarde no Salão Oval, enquanto recebia o secretário-geral da Otan, Trump disse que "sentiu que era o momento" de impor novas sanções à Rússia.
Sobre a reunião com Putin, o republicano afirmou que cancelou o encontro porque "não pareceu certo" para ele e que não queria participar de uma reunião em que "perderia tempo".
Sem perspectiva para o fim
O presidente russo se manifestou após o anúncio das sanções americanas, classificando-as como "hostil". No entanto, Putin minimizou o impacto das medidas dizendo que elas "terão certas consequências", mas não afetarão o bem-estar econômico do país de forma significativa. Ele deixou claro que jamais cederá à pressão dos Estados Unidos ou de qualquer outro país e que a aplicação das sanções é uma tentativa de pressionar a Rússia e que "nenhum país decide algo sob pressão".



