Dias melhores vão voltar e nos encontraremos de novo, diz rainha Elizabeth II 

Em pronunciamento motivado pela pandemia do novo coronavírus, monarca faz referências à Segunda Guerra Mundial 

Da CNN, em São Paulo

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Em um raro pronunciamento à nação, a rainha Elizabeth II transmitiu neste domingo (5) uma mensagem de resiliência e superação para os cidadãos britânicos durante a pandemia do novo coronavírus –que já deixou mais de 4 mil mortos no país, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde)–, e fez inclusive referências ao momento da Segunda Guerra Mundial. 

“Devemos encontrar conforto no fato de que, apesar de termos muito mais a suportar, dias melhores vão voltar; estaremos novamente com nossos amigos; estaremos novamente com nossas famílias; nos encontraremos novamente”, disse a rainha. 

Segundo veículos de imprensa britânicos, a expressão “nos encontraremos novamente” remete ao título da música “We’ll meet again”, cuja interpretação pela cantora Vera Lynn ficou famosa no Reino Unido durante o tempo da Segunda Guerra Mundial. A letra da canção fala justamente sobre um reencontro que ainda não tem data e local para acontecer, mas vai acontecer. 

Elizabeth II fez outra menção à Segunda Guerra Mundial ao dizer que o momento a fazia lembrar de seu primeiro pronunciamento, em 1940, em pleno conflito.  

“Hoje, mais uma vez, muitos vão sentir um doloroso sentimento de separação de suas pessoas amadas. Mas agora, como naquela época, lá no fundo nós sabemos que é o certo a se fazer”, afirmou.  

Segundo a rainha, desta vez, o desafio é diferente porque une as nações. “Vamos ter sucesso – e esse sucesso pertencerá a todos nós.” 

A rainha britânica fez um agradecimento aos profissionais de saúde do país e à população por ficar em casa. Elizabeth II disse também que sente muito por todos aqueles que já morreram, e fez um apelo pela união do país. 

“Juntos estamos atacando essa doença. Quero que vocês se mantenham unidos. Eu espero que, nos anos que virão, todos sejam capazes de sentir orgulho de como estamos respondendo a esse desafio. E aqueles que virão depois de nós saberão que os britânicos dessa geração foram os mais fortes de todos”, disse. 

Com Reuters

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