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    Diretor da ONU renuncia por causa de “genocídio” em Gaza e culpa Ocidente

    Craig Mokhiber acusou os Estados Unidos, o Reino Unido e os países europeus de darem cobertura política e diplomática às "atrocidades" cometidas por Israel

    Ataque aéreo israelense em Khan Younis, sul de Gaza.
    Ataque aéreo israelense em Khan Younis, sul de Gaza. 27/10/2023 REUTERS/Mohammed Salem

    Richard Rothda CNN

    Um funcionário da área de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) renunciou ao cargo devido ao que classificou como “genocídio” na Faixa de Gaza, que a ONU não conseguiu impedir.

    Craig Mokhiber, diretor do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU em Nova York, disse em uma carta que Gaza é um caso clássico de genocídio.

    Mokhiber afirmou que viveu na região, trabalhando na área de direitos humanos para as Nações Unidas nos anos 1990.

    Ele acusou os Estados Unidos, o Reino Unido e os países europeus de darem cobertura política e diplomática às “atrocidades” cometidas por Israel.

    Na carta, que começou com uma declaração reconhecendo que seria a sua última comunicação oficial na sua posição, Mokhiber escreveu que após testemunhar o que aconteceu em Ruanda, na Bósnia e com os civis Rohingya em Mianmar, a ONU falhou repetidamente em impedir um genocídio.

    “Alto Comissário, estamos falhando novamente”, acrescentou. A carta foi enviada ao chefe dos direitos humanos da ONU, Volker Turk, em Genebra.

    O secretário de imprensa do secretário-geral da ONU ressaltou que Mokhiber se aposentará a partir desta terça-feira (31).

    A CNN entrou em contato com Mokhiber e aguarda retorno.

    *John Tara, da CNN, contribuiu para esta reportagem

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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