Discurso de abertura da COP26 defende metas ambiciosas para a crise climática

Cerca de 30 mil pessoas são esperadas para participar do evento, que neste ano acontece em Glasgow, na Escócia

Denise Odorissi, da CNN, em Glasgow
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Começou neste domingo (31), em Glasgow, na Escócia, a Conferência do Clima da ONU -- COP26. No discurso de abertura, o presidente da Conferência, Alok Sharma, disse que acredita ser possível avançar com metas mais ambiciosas para combater a crise climática.

Alok citou a importância da redução das emissões de carbono para controlar o aquecimento global, e disse que todos os governantes já sabem o seu papel, já que todos concordaram no Acordo de Paris - firmado há seis anos - ,com uma meta em comum: limitar o aumento da temperatura média global em 2°C.

Desde 2015, quando foi firmado o acordo, diversas mudanças climáticas e desastres ambientais aconteceram no planeta. Então, chegou-se a conclusão que 2°C seria muito, e essa meta foi reduzida para 1,5°C. Sobre isso, Alok enfatizou que os líderes devem trabalhar para cumprir com o que foi prometido.

É esperado que o Brasil possa antecipar em três anos sua meta de acabar com o desmatamento ilegal. O governo brasileiro também pretende apresentar o etanol como uma forma de energia sustentável. E, ainda, buscará uma fatia de financiamento para proteção da natureza, já que os países ricos se comprometeram com US$ 100 bilhões para ajudar países em desenvolvimento a proteger suas riquezas ambientais.

O centro de exposições onde ocorre a Conferência do Clima está cercado de segurança. Todas as ruas do entorno estão fechadas para circulação de pessoas e veículos. O acesso é bastante restrito e tem a presença de 10 mil policiais de todo o Reino Unido.

Oficialmente, durante a conferência, o local passa a ser um território da ONU, por isso, ela é a responsável pela administração do evento que vai até o dia 12 de novembro.

Cerca de 30 mil pessoas são esperadas como participantes da conferência. Além disso, 100 mil são esperadas para protestos que devem ocorrer nos próximos dias. As manifestações serão de organizações e de jovens liderados pela ativista sueca Greta Thunberg.