Discussões sem a Rússia são "caminho para lugar nenhum", diz chanceler

Comentário veio após reunião de Donald Trump com Volodymyr Zelensky e líderes europeus para discutir garantias de segurança para Kiev

Dmitry Antonov, Mark Trevelyan e Anastasia Teterevleva, da Reuters
Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fala à imprensa em Moscou.  • Maxim Shipenkov/Pool via Reuters
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A Rússia afirmou nesta quarta-feira (20) que tentar resolver questões de segurança relacionadas à Ucrânia sem a participação de Moscou era um "caminho para lugar nenhum".

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, fez os comentários dois dias após a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus para discutir garantias de segurança para Kiev que poderiam ajudar a pôr fim à guerra.

"Não podemos concordar com o fato de que agora se propõe resolver questões de segurança, segurança coletiva, sem a Federação Russa. Isso não vai funcionar", disse Lavrov.

"Tenho certeza de que no Ocidente, e sobretudo nos Estados Unidos, eles entendem perfeitamente que discutir seriamente questões de segurança sem a Federação Russa é uma utopia, é um caminho para lugar nenhum", acrescentou.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra.

Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.

O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.

Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.

Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.

Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.