Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Dois oligarcas russos pedem fim da guerra de Putin

    Ambos os bilionários foram atingidos pelas sanções dos Estados Unidos e aliados após invasão russa à Ucrânia

    Mais de 5.500 pessoas são presas em protestos antiguerra na Rússia
    Mais de 5.500 pessoas são presas em protestos antiguerra na Rússia Anadolu Agency via Getty Images (27.fev.2022)

    Charles Rileydo CNN Business

    Ouvir notícia

    Os bilionários russos Mikhail Fridman e Oleg Deripaska romperam com o Kremlin e pediram o fim da guerra da Rússia na Ucrânia.

    Fridman, que nasceu no oeste da Ucrânia, escreveu em uma carta à equipe que queria que o “derramamento de sangue acabasse”.

    “Meus pais são cidadãos ucranianos e moram em Lviv, minha cidade favorita. Mas também passei grande parte da minha vida como cidadão da Rússia, construindo e desenvolvendo negócios. Estou profundamente ligado aos povos ucraniano e russo e vejo o conflito atual como uma tragédia para ambos”, escreveu Fridman.

    “Esta crise custará vidas e prejudicará duas nações que são irmãs há centenas de anos. Embora uma solução pareça assustadoramente distante, só posso me juntar àqueles cujo desejo fervoroso é que o derramamento de sangue termine”, acrescentou na carta, que foi fornecida por seu escritório.

    O Financial Times foi o primeiro a noticiar a carta. Fridman é presidente do Alfa Group, um conglomerado privado que opera principalmente na Rússia e ex-estados soviéticos que abrange bancos, seguros, e empresas de varejo e produção de água mineral.

    Fridman tem um patrimônio líquido de US$ 11,4 bilhões, de acordo com o Bloomberg Billionaire’s Index.

    O bilionário também é presidente do Alfa Bank, a quarta maior empresa de serviços financeiros da Rússia e seu maior banco privado.

    O Alfa Bank foi atingido na semana passada por sanções que o impedirão de arrecadar dinheiro no mercado dos EUA.

    O pedido de paz de Fridman foi ecoado por Deripaska, um bilionário que fez fortuna no negócio de alumínio.

    “A paz é muito importante! As negociações precisam começar o mais rápido possível!” Deripaska disse no domingo em um post no Telegram.

    Ele também abordou a situação econômica em uma série de posts nesta segunda-feira (28), quando o rublo entrou em colapso e o mercado de ações da Rússia não abriu para negociação.

    “Eu realmente quero esclarecimentos e comentários inteligíveis sobre a política econômica para os próximos três meses”, disse Deripaska, acrescentando que a decisão do banco central de aumentar drasticamente as taxas de juros e forçar as empresas a vender moeda estrangeira é o “primeiro teste de quem vai estar realmente pagando por este banquete.”

    “É preciso mudar a política econômica, [nós] precisamos acabar com todo esse capitalismo de Estado”, acrescentou. Deripaska emergiu da caótica disputa por ativos após o colapso da União Soviética com uma enorme fortuna, que a Forbes estimou em US$ 28 bilhões em 2008.

    Em 2018, ele foi sancionado pelos Estados Unidos, que observou que o oligarca “não se separa do estado russo. “Os oligarcas da Rússia enfrentam o caos econômico e a punição do Ocidente depois que o presidente Vladimir Putin ordenou que suas tropas entrassem na Ucrânia na semana passada.

    Os Estados Unidos e aliados, incluindo o Reino Unido, responderam atacando indivíduos ricos que estão próximos do Kremlin com sanções. Os Estados Unidos estão até mesmo mirando nas famílias de oligarcas – um novo passo destinado a minar o apoio a Putin entre a elite russa.

    Na semana passada, o Tesouro dos EUA sancionou os filhos de dois dos funcionários mais próximos de Putin.

    “Elites próximas a Putin continuam aproveitando sua proximidade com o presidente russo para saquear o Estado russo, enriquecer e elevar seus familiares a alguns dos mais altos cargos de poder”, disse o Departamento do Tesouro ao anunciar as sanções.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

    versão original

    Mais Recentes da CNN